- Nº 2554 (2022/11/10)

Encontro Internacional de Partidos Comunistas e Operários realiza-se em Cuba

Internacional

O 22.º Encontro Internacional de Partidos Comunistas e Operários (EIPCO), realizado em Cuba de 27 a 29 de Outubro, constituiu, para o PCP, um importante contributo para o retomar deste processo e de afirmação da necessidade do fortalecimento da «cooperação, solidariedade recíproca e unidade na acção».

Intervindo em nome do PCP, Pedro Guerreiro, membro do Secretariado do Comité Central e responsável pela Secção Internacional, realçou que a realização do 22.º EIPCO em Havana representava ainda uma «importante expressão de solidariedade dos comunistas de todo o mundo para com Cuba e o seu povo, que, sujeito a um criminoso bloqueio e a sucessivas investidas do imperialismo, resiste, luta e alcança avanços na defesa da sua Revolução socialista». Valorizando a «luta heróica de Cuba e do seu povo», o PCP reafirmou a «firme solidariedade dos comunistas portugueses».

A decisão de realizar este encontro em Cuba, aliás, foi tomada em Lisboa, na reunião do Grupo de Trabalho do EIPCO acolhida em Março pelo PCP.

Como o Avante! noticiou na sua última edição, participaram neste encontro 78 partidos comunistas e operários, oriundos de 60 países de todos os continentes, num total de 145 representantes. Da delegação do PCP faziam parte, para além de Pedro Guerreiro, Ângelo Alves, da Comissão Política e da Secção Internacional, e Cristina Cardoso, da Secção Internacional.

Desenvolver a luta pela paz

Entre outros aspectos, o PCP sublinhou o «muito sério e perigoso agravamento» da situação internacional, no contexto do «aprofundamento da crise estrutural do capitalismo e em resultado do incremento da investida do imperialismo», e salientou que o imperialismo norte-americano elevou para um «patamar qualitativamente novo e ainda mais grave» a sua estratégia de imposição de domínio hegemónico mundial, contando com o alinhamento da NATO e da UE, aumentando o risco de um conflito de grandes proporções e representando «a mais séria ameaça com que os povos do mundo se confrontam e o inimigo principal das forças do progresso social e da paz».

Denunciando as manobras de ingerência e agressão do imperialismo contra países e povos e a intensificação da sua confrontação contra a Federação Russa e a República Popular da China, o PCP valorizou o prosseguimento da resistência e luta que têm lugar no mundo, que travando-se nas mais variadas condições, adoptando diferentes formas e apontando diversificados objectivos imediatos, comprovam a «existência de potencialidades para o desenvolvimento da luta por transformações progressistas e revolucionárias».

Um contexto em que, para o PCP, a solidariedade internacionalista e o desenvolvimento da luta pela paz, «contra o fascismo e a guerra, contra o alargamento da NATO e pela sua dissolução», assumem uma particular importância.

Perigos e potencialidades

«Consciente dos perigos, mas também das potencialidades que a situação internacional comporta», o PCP prossegue empenhado no fortalecimento do movimento comunista e revolucionário internacional e no aprofundamento da sua cooperação, solidariedade recíproca e unidade na acção, assim como na «convergência de uma ampla frente anti-imperialista, que detenha a ofensiva do imperialismo e abra caminho à construção de uma nova ordem internacional de paz, soberania e progresso social».

Para o PCP, a actual situação, com todas as ameaças e perigos que comporta, coloca com «redobrada actualidade a necessidade de transformações antimonopolistas e anti-imperialistas, do desenvolvimento de processos revolucionários que apontem como objectivo o socialismo.»

Cuba permanece determinada em resistir e lutar

O 22.º Encontro Internacional de Partidos Comunistas e Operários foi encerrado por Miguel Diaz-Canel Primeiro Secretário do Comité Central do Partido Comunista de Cuba e Presidente da República de Cuba.

Valorizando os EIPCO como «um espaço útil e necessário para o intercâmbio e a cooperação», o dirigente cubano apelou a que se aprenda com as experiências e se desenvolva «relações transparentes, de confiança e sinceridade, respeitando as diferenças e potenciando o que nos une». É isto que se exige num momento marcado pela «forte ofensiva do capitalismo» e por uma «violenta campanha anticomunista», assegurou.

Cuba, em particular, enfrentou «com firmeza e criatividade» o criminoso bloqueio económico, comercial e financeiro imposto pelos EUA, agravado durante a pandemia, e não cedeu às campanhas mediáticas e subversivas empenhadas em dividir o país.

Não ocultando dificuldades – próprias, mas também e sobretudo as que decorrem do bloqueio e das permanentes ameaças do imperialismo norte-americano –, o dirigente cubano reafirmou a certeza de que «um mundo melhor é possível», confirmada não por quaisquer manuais, mas pelo próprio caminho da construção socialista que têm trilhado e pelas demais forças revolucionárias com quem partilham lutas e objectivos.

Agradecenso as «múltiplas expressões de solidariedade» com Cuba, a sua Revolução e o seu povo, reafirmadas naquele encontro, Miguel Diaz-Canel garantiu que «nenhum obstáculo será suficiente para enfraquecer a nossa determinação de resistir, lutar e vencer! Contar com o vosso apoio nesta batalha estimula-nos e alenta-nos. Vocês também poderão sempre contar com Cuba e a sua Revolução».