- Nº 2530 (2022/05/26)O presidente da Bielorrússia, Alexandr Lukashenko, instou o secretário-geral das Nações Unidas, António Guterres, a estabelecer «contactos significativos» com as partes envolvidas no conflito na Ucrânia, em busca de uma solução de paz.
«Seguimos as suas últimas reuniões em Moscovo e Kiev com esperança. Ao mesmo tempo, esperámos contactos significativos seus com todas as partes envolvidas no conflito, incluindo os Estados Unidos da América e outros países do Ocidente», escreveu o dirigente bielorrusso numa nota enviada ao primeiro responsável da Organização das Nações Unidas.
Lukashenko asseverou que está nas mãos do secretário-geral da ONU tomar «uma posição de manutenção da paz verdadeiramente estratégica, baseada no princípio da segurança indivisível».
Nesse sentido, deu ênfase à importância de organizar um processo global e definitório de temas de segurança, com a participação de todos os principais actores internacionais, no espírito de São Francisco, estabelecendo assim um paralelismo com o local onde foi assinada a Carta das Nações Unidas, em 1945.
«Nós, como vizinhos da Ucrânia, estamos preocupados com o futuro da segurança regional e as garantias da segurança nacional da Bielorrússia. É impossível resolver estes problemas sem a nossa participação, sem a participação dos países da região», manifestou.
Ao mesmo tempo, o chefe do Estado bielorrusso rejeitou categoricamente as acusações de alguns governos que qualificam o seu país como agressor:
Segundo Lukashenko, a posição do seu país é a de que «as preocupações e os interesses de qualquer país, seja uma oitava parte da terra ou um Estado insular, devem ser escutados por todos».
O presidente bielorrusso afirmou, além disso, que o conflito na Ucrânia, as suas causas fundamentais e as actuais sanções dos EUA e da UE contra a Rússia já trazem as suas devastadoras consequências ao mundo e manifestam-se em diversos países com um aumento sem precedentes dos preços dos alimentos, da energia e dos fertilizantes, entre outras esferas. E apelou «aos países do mundo a unir-se e a evitar que o conflito regional na Europa se converta numa guerra mundial em grande escala».