Manifestação nacional da juventude cresce nos combates diários

Para a manifestação nacional da juventude trabalhadora, dia 31, há pré-avisos de greve e organiza-se nos distritos a deslocação. Às lutas, que não param, acresce o esforço de convergência nas ruas.

Esclarecer, organizar e mobilizar, no dia-a-dia e para dia 31

Sob o lema «Produzimos a riqueza, queremos o que é nosso, exigimos soluções – Mais salário, menos horário, fim da precariedade», a manifestação vai ter lugar de hoje a uma semana, às 15 horas, em Lisboa (Campo das Cebolas) e no Porto (Campo 24 de Agosto).

Com realização de plenários, contactos informais e outras acções de divulgação e mobilização, a par da organização e preparação concreta da participação de cada empresa, sector, concelho ou região, os dias que antecedem a jornada de 31 de Março têm sido também marcados por lutas de jovens trabalhadores.

Muitas das movimentações que noticiamos nesta edição (como a concentração de enfermeiros, dia 17, junto da residência oficial do primeiro-ministro, nas páginas seguintes) contaram com activa participação da juventude e da Interjovem/CGTP-IN, ao lado das gerações mais velhas e das demais estruturas do movimento sindical unitário.

Assim se pratica a solidariedade na defesa de reivindicações de todos, tais como: o aumento geral dos salários e o aumento do salário mínimo para 850 euros a curto prazo; as 35 horas semanais; o fim da precariedade; a revogação das normas gravosas da legislação laboral; o direito à negociação colectiva; o fim do período experimental de 180 dias para jovens à procura de primeiro emprego e desempregados de longa duração.

Na preparação da manifestação inseriram-se ainda dois debates, organizados pela Interjovem, nas suas redes sociais, ontem (sobre habitação) e na quarta-feira anterior, dia 16 (sobre teletrabalho).

Pelo aumento dos salários, pelas 35 horas semanais, em defesa da contratação colectiva e pelo encerramento do comércio aos domingos e feriados, activistas da Interjovem integraram-se na iniciativa que a União dos Sindicatos de Lisboa (USL) e o CESP/CGTP-IN levaram a cabo, no dia 18, no Centro Comercial Vasco da Gama.

O esforço de organização e mobilização para a luta, em defesa dos direitos e de melhores salários, alarga-se aos muitos jovens que, perante as dificuldades que encontram noutras sectores, optam por trabalhar no sistema de plataformas electrónicas.

Para dia 30, às 14 horas, na Casa Sindical de Lisboa, a Interjovem, o STRUP e a USL marcaram a sexta reunião plenária de motoristas e operadores TVDE.

No dia 15, as mesmas estruturas e também a Fectrans promoveram, em Lisboa, uma primeira reunião de estafetas de empresas como a Glovo, UberEats ou TakeAway, Numa nota divulgada no final, assinalou-se, como questões mais prementes, o aumento do rendimento dos trabalhadores e a protecção (seguro) para todos.

Os estafetas das plataformas digitais, em regra, têm um rendimento muito baixo (normalmente inferior ao salário mínimo nacional) e têm de suportar os custos da actividade.

Estes problemas estiveram na base de um protesto, dia 12, a partir das 19 horas, no Porto, que contou com a solidariedade do Sindicato da Hotelaria do Norte. Por iniciativa do movimento «estafetas em luta», que divulgou uma lista de 13 «principais reivindicações», dezenas de estafetas reuniram-se na Praça dos Aliados e junto de alguns estabelecimentos que mais usam o seu trabalho para entrega de alimentos ao domicílio.