- Nº 2517 (2022/02/24)

Firmeza e persistência com resultados

Trabalhadores

Em plenários com uma «expressiva participação», de 28 de Janeiro a 11 de Fevereiro, por todo o País, os trabalhadores da TK Elevadores aprovaram a última contraproposta patronal, relativa ao caderno reivindicativo de 2021, com aumentos salariais e vários direitos.

A Comissão Intersindical da TKE, em comunicado, salientou que «os resultados atingidos nesta negociação só foram possíveis com o envolvimento de todos na elaboração da proposta entregue à direcção da empresa, na mobilização pela exigência de respostas, na realização da greve no dia 31 de Julho de 2021, que demoveu a direcção da posição de intransigência inicial para a apresentação de respostas concretas».

Os aumentos salariais de 20 euros, aplicados em Janeiro, foram complementados com outras subidas, no subsídio de alimentação e nas diuturnidades, e criação do subsídio de função, para os electromecânicos, no valor de 25 euros.

Foi reposto o direito a descanso compensatório por trabalho suplementar (retirado pela direcção da empresa em 2012). Passa a ser pago um complemento do salário líquido, em situações de baixa médica, e é alargado aos filhos o pagamento do seguro de saúde. Fica instituído o prémio de antiguidade, que já vigorava na filial espanhola da multinacional.

Mantém-se a exigência de redução do horário de trabalho e está a ser preparada a negociação da revisão salarial de 2022.

Na Galpgeste (Grupo Galp Energia) e na Gespost (Repsol) foram acordados pelo SITE Sul aumentos salariais de 40 euros, desde o início do ano. Mas tal só sucedeu porque, no âmbito da actividade sindical, os trabalhadores das áreas de serviço geridas por estas empresas prepararam cadernos reivindicativos e exigiram a sua negociação, salientou o sindicato da Fiequimetal/CGTP-IN, no dia 18.

Na Galpgeste, falta negociar as restantes matérias do caderno.

O SNTSF chegou a acordo com a administração da Medway (antiga CP Carga, alienada ao Grupo MSC) para actualização da tabela salarial, em 1,3 por cento, com efeitos a 1 de Novembro de 2021. Haverá ainda acréscimos de 15 euros (desde 1 de Janeiro) e de cinco euros (a partir de Julho).

Foi actualizado o valor do subsídio de refeição e foi melhorado o cálculo do prémio de produção. A vigência do AE foi renovada por 36 meses, preservando o conteúdo, com «algumas evoluções» positivas.

Com um aumento médio de 5,2 por cento na tabela salarial, a Fesaht/CGTP-IN chegou a acordo com a Associação Portuguesa da Hospitalização Privada sobre a revisão do contrato colectivo de trabalho, subscrito desde 1975, abrangendo todos os trabalhadores dos hospitais privados, excepto médicos e enfermeiros.

A federação, no dia 10, congratulou-se pelo resultado, lembrando que as negociações foram difíceis.

Por seu turno, o Sindicato dos Enfermeiros Portugueses anunciou, dia 17, um acordo parcelar com a APHP, prevendo mais três níveis na estrutura de desenvolvimento profissional e aumentos entre 1,7 e 3,8 por cento, na tabela salarial, e de 3,5 por cento no subsídio de refeição. Entre outras melhorias, ficou clarificada, com a aceitação das propostas do SEP/CGTP-IN, a contagem do tempo de trabalho e a identificação do trabalho suplementar.

Mantém-se a exigência da semana de 35 horas.

A administração da EMEL (CM Lisboa) aceitou finalmente, no dia 11, retirar da avaliação de desempenho os objectivos quantitativos, acedendo a uma reivindicação dos trabalhadores.

O CESP, ao dar esta informação, em comunicado, destacou «a persistência e luta» dos trabalhadores e a «grande participação, envolvimento e reflexão» no último plenário, onde foi aprovado o Caderno Reivindicativo para 2022.

Outras matérias deverão ser tratadas na próxima reunião com a administração, a 3 de Março.