1870 – Nasce o poeta Amado Nervo
Poeta, jornalista e diplomata, Amado Nervo, pseudónimo de Juan Crisóstomo Ruiz de Nervo, é considerado um dos maiores poetas mexicanos e uma das grandes figuras da literatura latino-americana. Poeta do amor, da vida e da morte, pertenceu ao Modernismo, o primeiro movimento literário com dimensão internacional da América Latina, iniciado pelo poeta nicaraguense Rubén Dario com o seu famoso livro “Azul”. Os dois tornam-se amigos em Paris, em 1900, quando Nervo aí trabalha como correspondente do jornal El Mundo. O Modernismo, que entre outros deu a conhecer grandes poetas como o argentino Leopoldo Lugones, os cubanos José Martí e Julian Casal, ou o peruano Santos Chocano, integrou o melhor das tendências europeias e do espírito ameríndio, o que se traduziu numa renovação temática e estilística. Nervo inicia a sua obra em Nayarit, onde nasceu; evolui na cidade do México, onde se afirma como jornalista; amadurece na Europa, como escritor e diplomata, sendo de destacar o livro “Contos misteriosos”, precursor da literatura fantástica latino-americana. Morre em 1919, em paz: “... No final do meu rude caminho / Vejo que fui o arquitecto do meu próprio destino/... Amei, fui amado, o sol acaraciou-me a face. / !Vida, nada me deves! !Vida, estamos em paz!”