Voto na CDU dará mais força aos trabalhadores
Todas as medidas a favor dos trabalhadores e por estes exigidas com a sua luta, têm a marca decisiva ou o contributo da intervenção do PCP e do PEV, recordou Jerónimo de Sousa, na sessão pública que assinalou o apoio à CDU por parte de dirigentes e delegados sindicais, membros de CT e sub-CT, eleitos para a Segurança e Saúde no Trabalho e outros representantes dos trabalhadores.
O dia das eleições será um dia de luta com o voto na CDU
«Nós temos um compromisso inquebrantável com os trabalhadores e o povo, está-nos na massa do sangue», afirmou o Secretário-geral do PCP, a encerrar a sessão «Valorizar o trabalho e os trabalhadores, Lutar pelos interesses de classe, defender e conquistar direitos», ao fim da tarde de quinta-feira, 16, na Casa do Alentejo, em Lisboa, depois de salientar que «30 de Janeiro é dia de luta, é dia de voto na CDU».
Tal como na luta diária
Francisco Lopes, membro dos organismos executivos do Comité Central do PCP, que dirigiu os trabalhos, saudou todos os que compareceram na sessão, notando que «a vossa presença aqui é mais uma acção integrada nessa luta de sempre na defesa do interesse de classe dos trabalhadores».
«Com satisfação e confiança», registou«a manifestação de apoio à CDU, em desenvolvimento, que hoje já ultrapassa os 1300 dirigentes e delegados sindicais e outros representantes dos trabalhadores», bem como a formação de comissões de apoio à CDU nas empresas, locais de trabalho e sectores.
Lembrando que «nada substitui a organização, a unidade e a luta dos trabalhadores, base da sua intensa força na defesa de interesses e direitos», Francisco Lopes acrescentou que, «nas eleições de 30 de Janeiro, nada contribui mais para a defesa dos interesses dos trabalhadores, para a valorização do trabalho e dos trabalhadores, que o apoio e o voto na CDU, que a eleição de mais deputados do PCP e do PEV». «O voto na CDU a 30 de Janeiro é mais uma forma de luta dos trabalhadores, associada a tantas outras que se vão desenvolver antes e depois das eleições», sublinhou.
Rita Branco, enfermeira, defendeu como «justo, urgente e necessário» o voto na CDU no dia 30 de Janeiro, depois de valorizar o facto de que «apesar do medo que lhes tentam incutir, os jovens trabalhadores lutam, estão presentes nas jornadas realizadas pela CGTP-IN» e «nesta luta, podemos contar com a força decisiva da CDU».
Depois de se debruçar sobre a situação laboral dos jovens trabalhadores – «em risco permanente de pobreza», auferindo salários baixos, em contraste com uma maior formação do que gerações anteriores, e sujeitos a elevados níveis de precariedade, seja através de empresas de trabalho temporário, seja como trabalhadores «independentes» –, agravada «pela política de habitação, dominada pela especulação imobiliária», a dirigente da Interjovem frisou que «não nos faltam exemplos de que, quando aliada à luta da juventude a intervenção da CDU, é possível avançar nos direitos e melhorar as condições de vida».
Isabel Camarinha começou por sublinhar que «avançar é preciso e é possível», lembrando como, «em 2015, num contexto muito específico, ficou demonstrado que a luta e o voto dos trabalhadores são determinantes para moldar o rumo do País». Nessa altura, disse a Secretária-geral da CGTP-IN, «foi a nossa acção que deu um contributo essencial para afastar PSD e CDS do governo, evitando a perpetuação da política de agressão, exploração e empobrecimento, que apresentavam como inevitável, e permitindo a recuperação e conquista de direitos e rendimentos».
Nos anos subsequentes, «o papel da CDU, articulado com a luta, demonstrou-se determinante para cada avanço e na afirmação de uma política alternativa, vertida nas muitas propostas apresentadas» e «chumbadas pelo PS, PSD, CDS, IL e Chega, que, não raras vezes, convergiram no voto para travar o avanço e, assim, manter abertas as portas ao retrocesso».
O PS «quer maioria absoluta para ter mãos livres para a política amarrada ao grande capital e à submissão à UE», alertou Isabel Camarinha, contrapondo que a CDU «é a força consequente, cujo compromisso e acção, sem as ambiguidades de outros, afirmam o direito soberano ao desenvolvimento e a necessidade imperiosa de romper com as imposições e a ingerência de uma UE que é instrumento do grande capital».
Jerónimo de Sousa destacou valor do voto aliado à luta
«Depois de décadas de resistência, sempre com abnegação, sempre com resultados, mesmo que alguns não visíveis de imediato, depois da ofensiva do agravamento da exploração e empobrecimento, foi possível derrotar o governo PSD/CDS e afastá-lo do poder», recordou o Secretário-geral do PCP. Em 2015, «com a luta dos trabalhadores e a intervenção do PCP e do PEV, foi possível iniciar um caminho de defesa, reposição e conquista de direitos», «um caminho em que todas as medidas a favor dos trabalhadores têm o contributo ou a marca decisiva desta intervenção e que só graças a ela foram possíveis», sublinhou, dando vários exemplos.
Foi este rumo que «levou à intervenção decidida e decisiva para garantir o pagamento dos salários, por inteiro, aos trabalhadores em lay-off, durante a epidemia, e o prolongamento extraordinário do subsídio de desemprego», acrescentou Jerónimo de Sousa, notando que «era possível ter ido mais mais longe, era possível avançar no caminho da valorização do trabalho e dos trabalhadores», mas em questões essenciais «as iniciativas e soluções ao serviço dos trabalhadores, propostas pelo PCP, foram bloqueadas».
Na CDU, «recusamos e combatemos a opção do PSD, do CDS e dos seus sucedâneos, a que o PS se encosta, que, ao mesmo tempo que visa agravar a exploração, degradar os direitos, cortar ou puxar os salários para baixo, acentuar a pobreza, as desigualdades e injustiças, promover reformas de miséria, canaliza milhares de milhões de euros para os grupos económicos e as multinacionais».
Perante «uma crescente desigualdade, entre capital e trabalho», Jerónimo de Sousa acentuou que «não há futuro para um País baseado em baixos salários» e «não é aceitável que se empobreça a trabalhar». A CDU «não aceita e afirma um caminho alternativo, de valorização do trabalho e dos trabalhadores, assente numa política patriótica e de esquerda, com as soluções para um Portugal com futuro», considerando que a prioridade tem de ir para «a elevação geral dos salários, de todos os salários, o aumento significativo do salário médio, o aumento do salário mínimo nacional».
Depois de discorrer sobre algumas propostas nesta matéria, Jerónimo de Sousa realçou que «a valorização dos salários e o combate à precariedade são inseparáveis da eliminação das normas gravosas da legislação laboral, nomeadamente da revogação da caducidade da contratação colectiva e da aplicação do princípio do tratamento mais favorável ao trabalhador». «A consequência concreta destas normas que o PS insiste em não revogar» é «deixar os trabalhadores mais fragilizados nos seus direitos, mais sujeitos aos abusos e arbitrariedades do patronato, à desregulação dos horários, mais expostos aos baixos salários».
«Pensaram as eleições, para impedir a resposta aos problemas dos trabalhadores, para travar soluções, para promover retrocessos», acusou o dirigente comunista, assegurando que «nós estamos atentos aos perigos e determinados a combatê-los», e apelando: «Vamos trocar-lhes as voltas, com a luta e o voto na CDU», pois estes «fazem a diferença, contribuem para ultrapassar bloqueios, para colocar ainda mais na ordem do dia a resposta aos problemas dos trabalhadores» e para «apontar o caminho, decidir um futuro de valorização do trabalho e dos trabalhadores, um País mais desenvolvido, uma sociedade mais justa».