Grande jantar da CDU na Madeira aponta às legislativas de Janeiro
Jerónimo de Sousa participou, no dia 26, num jantar em que estiveram mais de 300 activistas e apoiantes da CDU na Madeira. Interveio também Herlanda Amado, primeira candidata da coligação PCP-PEV por aquele círculo eleitoral.
Maiorias absolutas e «bloco central» já mostraram o que valem
O Restaurante da Encumeada acolheu uma vez mais uma grande iniciativa da CDU, inserida já na preparação das eleições legislativas de 30 de Janeiro. Perante mais de 300 pessoas, Jerónimo de Sousa destacou precisamente a capacidade de mobilização demonstrada com aquela iniciativa, o que contraria a «lógica do medo» e a tese de «declínio» do PCP e da CDU que poderosos sectores políticos e económicos procuram inculcar.
O Secretário-geral do Partido afirmou que a «resposta aos problemas do País só é possível com o reforço da CDU. Como anos de política de direita de PS e PSD comprovam, as soluções para os problemas do País exigem que, quer maiorias absolutas quer os arranjos entre PS e PSD em curso, sejam derrotados». E insistiu na necessidade de uma política alternativa, imposta pela própria situação e evolução do País. É esta perspectiva que a CDU defende, em oposição às opções do PS e «em confronto com os projectos reaccionários de PSD, CDS e seus sucedâneos do Chega e da Iniciativa Liberal», acrescentou.
Apontando às próximas eleições, Jerónimo de Sousa sublinhou que «dia 30 de Janeiro é o reforço da CDU que conta para promover o desenvolvimento económico sustentado e o aumento geral dos salários como emergência nacional, incluindo o aumento do Salário Mínimo. Dia 30 de Janeiro é o reforço da CDU que conta para dinamizar a atividade económica, valorizando a produção nacional, recuperando o controlo público sobre os sectores estratégicos e apoiando as micro, pequenas e médias empresas».
Prioridade aos direitos
Já Herlanda Amado, candidata que encabeça a lista da CDU pelo círculo eleitoral da Madeira, destacou na sua intervenção as grandes prioridades desta candidatura: «os transportes aéreos e marítimos, os transportes públicos/transportes terrestres de passageiros, as questões relacionadas com a mobilidade e, ainda, a habitação.» O grande desafio que enfrentamos, referiu ainda a candidata, é «a escolha entre dois caminhos: avançar no que se conquistou e responder aos problemas do País e da Região, dando mais força à CDU, ou andar para trás, pela mão de PS, PSD e CDS».
No período das intervenções, também usou da palavra Edgar Silva, coordenador regional do PCP e – tal como Herlanda Amado – membro do Comité Central, que apontou como no actual quadro político a luta dos trabalhadores que está em curso em diversos sectores da Região se cruza com a dinâmica preparatória das próximas eleições: «Para a CDU, a preparação destas eleições passa pela valorização da luta que os trabalhadores e as populações estão a desenvolver em defesa dos seus direitos, onde podemos dizer com pleno sentido que “é pela luta que lá vamos!”».