Insulina é fonte de lucro privado

«Os cientistas que descobriram a insulina há 100 anos recusaram lucrar com a descoberta, mas o gesto acabou ultrapassado por um mercado multimilionário que criou «grandes lacunas de acesso», alertou, a semana passada, a Organização Mundial de Saúde.

No Dia Mundial da Diabetes, a OMS assegurou que «está a trabalhar com países e fabricantes para preencher essas lacunas e expandir o acesso a este medicamento que salva vidas», mas advertiu que metade daqueles que necessitam de insulina para diabetes tipo 2, não a recebe.

A estrutura das Nações Unidas alerta, ainda, que apesar de a imensa maioria dos doentes de diabetes se encontrar fora da América do Norte e da Europa, é nestas últimas que as farmacêuticas vendem mais de 60 por cento da insulina. No mesmo sentido, a OMS lamenta que 90 por cento da produção de insulina seja detida por três multinacionais e que estas estejam a apostar em insulinas sintéticas em vez de fabricar insulina humana, aumentando em 300 por cento o seu preço e agravando as desigualdades de acesso ao nível global.



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