As organizações representativas dos trabalhadores da Saint-Gobain Sekurit Portugal questionaram ontem se «o Governo vai repetir a mesma estratégia que usou para o encerramento da refinaria da GALP em Matosinhos».
Num comunicado intitulado «De que tem medo a multinacional? Porque não intervém o Governo?», a Feviccom/CGTP-IN, o Sindicato dos Trabalhadores da Indústria Vidreira e a Comissão de Trabalhadores da SGSP estimam em cerca de 100 milhões de euros os lucros da multinacional, obtidos na fábrica de Santa Iria de Azóia nos seus 25 anos de laboração, pelo que «não faz sentido a desculpa dos oito milhões de euros de prejuízo, nos últimos três anos, para tentar justificar o injustificável».
Contra o anunciado encerramento da fábrica e o despedimento colectivo, vai realizar-se nova manifestação no sábado, dia 25, pelas 11 horas, junto da residência oficial do primeiro-ministro. Os trabalhadores mantêm as concentrações, todos os dias, no exterior da unidade fabril.