- Nº 2484 (2021/07/8)

Sector ferroviário luta pelo aumento dos salários

Trabalhadores

Integrada na Jornada de Acção e Luta da CGTP-IN, anteontem, 6 de Julho, os trabalhadores do sector ferroviário concentraram-se em Lisboa pelo aumento geral dos salários.

Nesta acção, convocada pelo Sindicato Nacional dos Trabalhadores do Sector Ferroviário (SNTSF) e pela Federação dos Sindicatos dos Transportes e Comunicações (Fectrans), com a participação das comissões de trabalhadores da Comboios de Portugal (CP) e da Infra-estruturas de Portugal (IP), foi entregue na residência oficial do primeiro-ministro, António Costa, um documento conjunto das propostas e reivindicações sectoriais.

No dia 27 de Maio, foi entregue um caderno reivindicativo idêntico no Ministério das Infra-estruturas, que não teve qualquer resposta, o que demonstra a falta de vontade do Governo para valorizar o trabalho e os trabalhadores.

«O aumento anual dos salários é uma reivindicação dos trabalhadores, mas também uma obrigação das administrações, conforme compromisso que assumiram no acto de assinatura do Acordo de Empresa da CP e do Acordo Colectivo de Trabalho (ACT) do grupo IP», refere em comunicado o SNTSF, que acrescenta: «Temos razões para lutar, já que os salários têm vindo a desvalorizar, quer em termos reais, quer em relação ao salário mínimo nacional, e as empresas não têm cumprido com as suas obrigações há mais de uma década».

Para quarta-feira, 14 de Julho, ficou agendada uma reunião conjunta dos trabalhadores do sector, como a CP, a IP e a Medway, no Clube Ferroviário, em Lisboa. Para além do aumento dos salários, em debate estará, igualmente, a falta de trabalhadores e a necessidade do aumento do número de carruagens.

 

Precariedade

No Porto, várias dezenas de técnicos especializados de educação – nomeadamente psicólogos, assistentes sociais, animadores, terapeutas, fisioterapeutas, intérpretes de língua gestual portuguesa e mediadores – manifestaram-se, também no dia 6 de Julho, frente às instalações da Direcção Geral dos Estabelecimentos Escolares (DGEST), para reivindicar o fim do programa PREVPAP. O direito à mobilidade geográfica e o justo reposicionamento na carreira são outras das exigências destes trabalhadores.