1831 – Nasce Amelia Ann Blanford Edwards
«... e lá vamos nós, a nossa vela enorme enchendo à medida que sopra o vento! Felizes os viajantes do Nilo que começam assim com uma brisa agradável numa tarde brilhante. O barco abre o seu caminho com rapidez e firmeza. Palácios e jardins à beira da água passam e são deixados para trás. As cúpulas e minaretes do Cairo desaparecem rapidamente de vista. A mesquita da cidadela e o forte em ruínas que a contempla do cume da montanha diminuem com a distância. As pirâmides erguem-se de forma nítida e clara...» O excerto é de ‘A Thousand Miles Up the Nile’, icónica obra da jornalista, romancista, militante sufragista e egiptóloga inglesa Amelia Edwards. Os relatos que faz das suas viagens, notáveis pela profundidade, pormenor, humor e sensibilidade que denotam, ganham profundidade quando a escritora se apaixona pelo Egipto, em 1870. A egiptologia torna-se na obra da sua vida: cria, com Reginald Poole, o Fundo de Exploração do Egipto, no Museu Britânico; financia expedições; promove debates; reune uma extensa biblioteca e colecção de antiguidades egípcias que doa à University College de Londres e ao Somerville College, uma das primeiras faculdades para mulheres em Oxford; financia a primeira cátedra inglesa de egiptologia. Morreu em 1892, ano em que perdeu a companheira de sempre, Lucy Renshaw.