A poluição do ar tem um impacto brutal na saúde, estando associada a centenas de milhares de mortes prematuras na União Europeia, todos os anos, denunciou João Ferreira. O deputado do PCP intervinha no Parlamento Europeu, a 25 de Março, sobre a aplicação das directivas relativas à qualidade do ar ambiente.
Apesar de medidas de sentido positivo nas últimas décadas, nem sempre se registam melhorias objetivas da qualidade do ar ambiente, nomeadamente nos centros urbanos, lembrou. A abordagem de fixação de valores-limite por poluente afigura-se adequada, para estabelecer padrões mínimos de qualidade do ar.
Para o deputado comunista, as diretivas atuais têm enormes limitações, baseando-se em normas de qualidade do ar com 15 a 20 anos, mais fracas do que as orientações da Organização Mundial da Saúde e aquém do que recomendariam as evidências científicas disponíveis. É, pois, necessário rever estas normas.
Segundo João Ferreira, a poluição do ar é, em grande medida, evitável. A promoção do uso de transportes públicos – de qualidade, eficientes e baratos – nos grandes centros urbanos constitui peça essencial de uma estratégia de mobilidade sustentável e esta, por sua vez, é condição essencial para uma melhoria da qualidade do ar. «Algo que a Comissão Europeia se recusa a reconhecer, mantendo-se intrépida defensora do paradigma do transporte individual», acentuou.