UM PCP MAIS FORTE

«para uma melhor intervenção»

Com a evolução da situação epidemiológica e os indicadores de alívio dos problemas sanitários com que o País se tem vindo a confrontar, ganham crescente visibilidade os problemas económicos e sociais. São problemas que, embora agravados por esta epidemia, têm as suas causas profundas na política de direita que, ao longo de décadas, PS, PSD e CDS têm protagonizado com consequências desastrosas para o povo português.

Ora, uma tal situação requer medidas urgentes, em vez do recurso ao confinamento e agressivo a que o estado de emergência tem vindo a dar cobertura legal.

É neste quadro que decorre hoje a jornada nacional de luta que a CGTP-IN leva a efeito, uma importante jornada nacional de luta por salários, emprego e direitos.

De facto, a luta de massas é o factor decisivo para assegurar a defesa e conquista de direitos, para garantir melhores condições de vida e de trabalho e para exigir as respostas que os problemas do País requerem, para se romper com a política de direita e enveredar por uma política de progresso social, que valorize o trabalho e os trabalhadores e que só a política alternativa patriótica e de esquerda está em condições de garantir.

A par desta importante luta, impõe-se prosseguir e desenvolver a acção reivindicativa nas empresas e locais de trabalho, reclamar o aumento dos salários, lutar contra a desregulação dos horários de trabalho e a precariedade, reclamar apoios às micro, pequenas e médias empresas, intervir em defesa dos interesses e direitos dos profissionais da cultura e dos espectáculos.

No mesmo plano da reclamação de respostas para os problemas dos trabalhadores, do povo e do País, o PCP realizou no passado dia 18 de Fevereiro uma acção nacional em defesa e pelo reforço do SNS para que ele possa responder aos problemas de saúde pública que vivemos e ao direito à saúde de cada português.

Ao mesmo tempo avança a preparação das comemorações do Dia Internacional da Mulher, nomeadamente com acções no Porto (7 de Março) e em Lisboa (13 de Março) convocadas pelo MDM.

No mês de Fevereiro foi pago o aumento extraordinário de dez euros, com retroactivos a Janeiro, a cerca de 1,9 milhões de reformados e pensionistas com pensões até 658 euros.

Trata-se de uma importante medida que o Governo não pretendia tomar e, por isso, é uma conquista, só possível porque o PCP nunca abdicou de lutar pela concretização do direito à reposição do poder de compra de todos os reformados, pensionistas e idosos, em Janeiro de cada ano.

Foi possível assegurar este aumento extraordinário de dez euros para as pensões mais baixas em 2021, um valor que se soma aos outros aumentos extraordinários que foi possível concretizar entre 2017 e 2020, igualmente por proposta do PCP.

E só não se foi mais longe, abrangendo os reformados com pensões acima dos 658 euros, porque PS e PSD inviabilizaram a proposta do PCP que visava a valorização extraordinária das pensões para todos os reformados.

Em apoio aos reformados, pensionistas e idosos, o PCP continua a intervir pela concretização de uma política alternativa assente na consolidação e reforço do sistema público de Segurança Social.

Bem como pelos impactos do confinamento na vida dos reformados, pensionistas e idosos que são muito graves, particularmente em resultado das prolongadas situações de isolamento e solidão, privados do contacto e do convívio familiar e social. Em muitos casos as desigualdades sociais e situações de pobreza são vividas em solidão, agravando a sua saúde física e psicológica, já muito abalada.

Aproxima-se o momento central das comemorações do Centenário do Partido que, na próxima semana, será assinalado com iniciativas que estão em preparação com a dimensão e o impacto que requerem e que se iniciarão com a homenagem aos heróis caídos na luta, na próxima 3.ª feira, e que terão o seu momento mais significativo no dia 6 de Março, pelas 15h00, nas 100 acções que se realizarão pelo País, sob o lema «Liberdade, democracia, socialismo – pelos direitos, a melhoria das condições de vida e o progresso social. Contra a exploração e o empobrecimento».

Comemorar o aniversário do PCP significa também reforçar este Partido com a responsabilização de 100 quadros por célula de empresa, local de trabalho e sector e a criação de 100 novas células; com medidas sobre quota em dia e Campanha Nacional de Fundos e assumir como questões de direcção a responsabilização de quadros e o recrutamento.

Os tempos complexos que vivemos exigem um PCP mais forte. Mais forte para melhorar e tornar mais intensa a sua intervenção pela liberdade, democracia e socialismo, pelos direitos, a melhoria das condições de vida e o progresso social. Contra a exploração e o empobrecimento.