Agricultores pedem compromisso «firme e decisivo» da Presidência Portuguesa da UE

A Confederação Nacional da Agricultura (CNA) e a Coordinadora de Organizaciones de Agricultores y Ganaderos (COAG), de Espanha, pediram à Presidência Portuguesa da União Europeia (UE) um compromisso «firme e decisivo» para um modelo social de Agricultura, de forma a combater a pandemia e lidar com a reconstrução económica e social, sem esquecer os desafios da sustentabilidade ambiental.

Num comunicado divulgado após uma reunião online entre a CNA e a COAG, com o objectivo de construir posições e acções comuns durante a Presidência Portuguesa da UE, as duas organizações concordam que a segurança alimentar e sistemas alimentares sustentáveis «só são possíveis com outras políticas públicas de mercado e com uma distribuição justa das ajudas na aplicação da nova Política Agrícola Comum (PAC)».

No documento, a CNA e a COAG referem ainda que «ao mesmo tempo que cresce a “uberização” e industrialização dos nossos sistemas alimentares europeus, suportada cada vez mais em fundos de investimento e na financeirização do sector», uma «grande maioria dos 11 milhões de agricultores europeus enfrenta grandes dificuldades para manter a actividade agrícola, constituindo um dos sectores mais pobres da sociedade europeia com cerca de 50 por cento do rendimento médio dos demais, já contabilizando as ajudas da PAC».

Nesse sentido, as organizações de Portugal e Espanha afirmam que «é necessário abordar o reequilíbrio da cadeia de valor e que para isso será fundamental contar com mecanismos de gestão e regulação do mercado que impeçam que os agricultores fiquem com a parte mais pequena do valor gerado pela cadeia e que constantemente enfrentem crises de mercado com valores que não cobrem os custos de produção».




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