PCP contra aumento do preço do gás de botija

O recente anúncio da Entidade Reguladora dos Serviços Energéticos (ERSE) de que o preço máximo do gás de botija, fixado desde 18 de Janeiro, iria aumentar, levou o PCP a pedir esclarecimentos ao Governo sobre a avaliação que faz da situação e seu grau de envolvimento na decisão.

«Existiu algum despacho do “membro do Governo responsável pela área da energia” que serviu de justificação para o aumento dos preços do gás de botija», questionam os deputados Duarte Alves e Bruno Dias na missiva que endereçaram ao Secretário de Estado Adjunto e da Energia, a quem perguntam ainda se o Governo «fez parte» dessa decisão tomada no início deste mês.

«O aumento do preço fixado, justificado com as variações nos mercados internacionais», de «cerca de 15 até cerca de 4%», já era um valor «muito acima do que seria razoável», dizem os parlamentares do PCP, permitindo assim às grandes empresas do sector energético a acumulação de elevadas margens de lucro à custa dos consumidores portugueses».

Os deputados comunistas lembram ainda que o País vive um «período especialmente difícil do ponto de vista sanitário, económico e social», considerando, por isso, «inaceitável» que haja uma subida dos preços do gás de botija «num momento em que o frio continua a sentir-se na casa de muitos portugueses».

Não deixam de observar, por outro lado, o facto de a ERSE ser «sempre rápida quando se trata de subir os preços», mas revelar «pouca ambição e atrasos sistemáticos quando se trata de fazer o contrário».




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