ELEIÇÕES O compromisso de intensificar a acção «nos locais de trabalho, empresas e sectores» foi reafirmado pela Intersindical, ao comentar os resultados eleitorais do passado domingo.
«Nos próximos cinco anos, exigimos da Presidência da República uma acção que, mais do que proclamar, efectivamente defenda, cumpra e faça cumprir a Constituição da República Portuguesa» (CRP), afirma-se no comunicado de imprensa emitido anteontem, dia 26.
A CGTP-IN entende que «é no cumprimento do projecto inscrito na CRP, nos valores, direitos, liberdades e garantias que esta consagra, desde logo com a valorização do trabalho e dos trabalhadores, que reside o melhor antídoto contra projectos antidemocráticos que querem ajustar contas com os valores de Abril». E «é, designadamente, no reforço do Serviço Nacional de Saúde, no desenvolvimento da Escola Pública, na garantia da protecção social e de serviços públicos de qualidade que reside o futuro do País».
Afirmando a determinação de continuar «a marcar a agenda da luta», a confederação destaca «a grande jornada de luta nacional, convocada para 25 de Fevereiro» e recorda os seus principais objectivos, começando pelo aumento geral dos salários e a fixação do salário mínimo nacional em 850 euros no curto prazo.
Para a Inter, «os trabalhadores e o povo português sabem que o caminho para a resolução dos problemas e para a construção de um futuro melhor é dar vida à democracia, participar e reivindicar, afirmando os objectivos e as lutas que são justas e necessárias para concretizar a mudança de rumo que os trabalhadores e o País exigem, com uma política de esquerda e soberana, que efective e projecte os direitos e os valores de Abril, o emprego com direitos, a soberania nacional e o progresso social».
Acerca do acto eleitoral, a CGTP-IN observa que «o Presidente, agora reeleito, aproveitou-se do exercício do seu cargo para fazer campanha eleitoral». «Não ignorando a elevada abstenção», a CGTP-IN realça que, pelos níveis de participação num contexto de preocupação, «os portugueses compreendem que a democracia não está suspensa, sendo possível, se asseguradas as devidas medidas de segurança sanitária, exercer os direitos que a Constituição consagra».
Agora, «é tempo de dar resposta aos problemas nacionais, de implementar uma política que aumente a produção, assegure o pleno emprego e promova uma justa distribuição da riqueza, com a valorização do trabalho e a dignificação dos trabalhadores», tal como «é tempo de dar efectiva resposta às brutais dificuldades que muitos milhares de trabalhadores, reformados e as suas famílias enfrentam, devido às opções económicas e sociais que se aprofundaram no quadro do surto epidémico, desequilibradas a favor do capital e com consequências na redução de retribuições, no aumento do desemprego e da pobreza, nos aproveitamentos do patronato».
Por tudo isto, «impõe-se continuar a luta, para valorizar o trabalho e os trabalhadores, cumprir a Constituição e os direitos e valores de Abril».