CORAGEM, AUDÁCIA E DETERMINAÇÃO

«defender os direitos, concretizar a esperança»

Face à situação de saúde pública que vivemos e à anunciada renovação do Estado de Emergência, o PCP mantém a sua oposição ao recurso a tal medida e reclama, isso sim, o reforço do Serviço Nacional de Saúde, a resposta articulada entre o o SNS e a Segurança Social com o reforço de meios humanos preparados para a prestação do serviço e a garantia de condições salariais e de estabilidade no emprego; reclama o reforço das medidas de protecção sanitária, quer nos locais de trabalho quer nos meios de transporte. O PCP reclama que se diversifique a aquisição da vacina e se concretize o conjunto de medidas que, por sua iniciativa, mitigam e respondem a diversos problemas sociais como a garantia do pagamento a 100% dos salários dos trabalhadores em lay-off ou o apoio aos micro, pequenos e médios empresários.

Falta pouco mais de uma semana para o acto eleitoral de 24 de Janeiro. Mesmo nas condições atípicas em que decorre a campanha eleitoral, com as medidas sanitárias em vigor, é necessário prosseguir o esclarecimento, multiplicar os contactos pessoais, alargar os apoios e mobilizar para o voto na candidatura de João Ferreira. De facto, a candidatura de João Ferreira é aquela que é preciso reforçar, porque é a que garante que cada voto será sempre usado para defender os direitos dos trabalhadores e do povo. Esta é a candidatura cuja força será sempre dirigida para resolver os problemas nacionais, para defender os interesses dos micro, pequenos e médios empresários, dos pequenos e médios agricultores, dos pescadores, dos trabalhadores da cultura; que será sempre usado para promover o desenvolvimento e o progresso social.

E ao mesmo tempo que se desenvolve esta dinâmica de alargamento do apoio à candidatura de João Ferreira – de que são expressivas demonstrações as declarações de apoio à candidatura por parte de 1200 mulheres, 250 enfermeiros, mais de 100 trabalhadores de grandes superfícies comerciais, 400 membros de Organizações Representativas de Trabalhadores, 170 antigos presos políticos e 350 professores e educadores – o PCP estimula a luta dos trabalhadores em defesa dos seus direitos, hoje profundamente ameaçados.

Portugal não pode adiar os objectivos do crescimento económico, da criação de emprego, da defesa e desenvolvimento da produção nacional. Portugal precisa de superar os seus défices estruturais, verdadeiros entraves ao desenvolvimento do País e, para isso, é preciso romper com a política de direita e assegurar as condições para a concretização de uma política alternativa patriótica e de esquerda.

Ao assumir este combate como parte integrante da defesa e cumprimento da Constituição da República Portuguesa e da afirmação dos valores de Abril, a candidatura de João Ferreira assume, em simultâneo, a firme garantia de defesa do regime democrático contra a ofensiva do grande capital e as forças políticas que assumem a defesa dos seus interesses de classe.

Aos comunistas, aos democratas e patriotas que se mostram preocupados com a evolução da situação política, com a submissão às imposições da União Europeia, do euro e do capital monopolista está colocada a necessidade de unirem esforços e convergirem no apoio à candidatura de João Ferreira, que se insere no combate de fundo por um Portugal com futuro.

A par da batalha eleitoral em que estamos envolvidos, os trabalhadores desenvolvem a luta nas empresas e locais de trabalho pela resposta às suas justas reivindicações e as populações, prosseguem a luta em defesa dos serviços públicos, nomeadamente do Serviço Nacional de Saúde.

Por outro lado, prossegue a acção de reforço da organização do Partido com particular atenção à quotização e à quota em dia, à campanha nacional de fundos, à definição de 100 novos responsáveis por célula de empresa, local de trabalho e sector, à criação de 100 novas células, ao recrutamento e à preparação do 12.º Congresso da JCP marcado para 15 e 16 de Maio do ano em curso.

De igual modo, impõe-se dinamizar as comemorações do Centenário do Partido com particular atenção ao comício do Centenário no Campo Pequeno no dia 6 de Março de 2021 e à apresentação do livro «100 anos de luta ao serviço do povo e da pátria pela democracia e o socialismo», no próximo dia 4 de Fevereiro, na Casa do Alentejo em Lisboa.

«Vivemos um tempo invulgar, exigente e complexo», sublinhou João Ferreira na sua declaração de candidatura, acrescentando que a sua candidatura se inspira nos que não ficam à espera quando os trabalhadores e o povo são atacados nos seus direitos; nos que enfrentam a resignação e o medo, real ou imaginário; nos que lutam, até às últimas consequências, pela liberdade e pela democracia.

É à luz deste horizonte de esperança que se impõe travar este combate com coragem, audácia e determinação.