Primeira vitória na Carl Zeiss

A intenção patronal de impor a laboração contínua na Carl Zeiss Vision, em Setúbal, fracassou no sábado, dia 2, em resultado de uma greve que decorreu de 31 de Dezembro a 4 de Janeiro e cuja adesão rondou os 100 por cento em todos os turnos.

Ao anunciaremesta «greve vitoriosa» na fabricante de lentes e material óptico oftálmico, a Feviccom/CGTP-IN e o Sindicato dos Trabalhadores da Indústria Vidreira revelaram ainda que «o número de novas sindicalizações duplicou» nos dias da luta.

Novas greves estão já convocadas para este sábado e os seguintes.

«Para além da defesa do período normal de trabalho de segunda a sexta-feira, consagrado no Acordo de Empresa, que a empresa teima em desrespeitar», no comunicado sindical de anteontem, dia 5, refere-se ainda outras razões deste combate, nomeadamente: defesa do direito de contratação colectiva e negociação da proposta reivindicativa para 2021; integração no quadro de efectivos dos trabalhadores em trabalho temporário que desempenham funções permanentes; cumprimento dos direitos de maternidade e paternidade; rejeição da pressão psicológica e do assédio laboral; realização de testes à COVID-19 a todos, através da saúde ocupacional da empresa.

Na véspera do início da greve, a União dos Sindicatos de Setúbal acusou a administração de, num comunicado que emitiu nesse dia, tentar intimidar os trabalhadores e silenciar a sua luta, ameaçando com processo disciplinar quem falasse à imprensa.




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