Breves
LEGIONELLA
Audição urgente

O Grupo Parlamentar (GP) do PCP pediu a audição urgente da Administração Regional de Saúde do Norte e das unidades locais de saúde pública dos concelhos de Matosinhos, Póvoa de Varzim e Vila do Conde. Em causa está o apuramento das iniciativas tomadas pelas autoridades para identificar a origem do surto de Legionella detectado naqueles concelhos do distrito do Porto.

O primeiro caso foi dectado a 29 de Outubro e, até ao momento, foram contabilizados 89 infectados, dos quais 14 vieram a falecer.

O Partido, explica-se no requerimento entregue na Assembleia da República, questionou o Governo, a 12 de Novembro, acerca do acompanhamento que estava a ser feito e que medidas estavam a ser tomadas para identificar o foco inicial da bactéria, rastrear e prevenir contágios. Todavia, hoje parece ser claro que a demora na implementação daquelas pode ter deitado por terra tais objectivos, uma vez que muitas empresas podem ter procedido à limpeza das torres de refrigeração e, assim, impossibilitado a descoberta da origem da Legionella.

«A ARS Norte informa que a intervenção foi atempada e declarações do Sr. Secretário de Estado da Saúde dizem que a determinação da origem do surto será feita “no seu próprio tempo”. Nenhuma destas afirmações nos deixa sossegados», lê-se no texto entregue na AR pelo GP do PCP, para quem «ao longo dos anos, sucessivos governos têm sido protagonistas do desinvestimento no Serviço Nacional de Saúde, sendo a saúde pública e os programas de promoção de saúde dos primeiros alvos desse mesmo desinvestimento».

Não é por isso de estranhar que «as questões relacionadas com a saúde pública, a prevenção da doença e a promoção de saúde sejam remetidas para última prioridade», que perante surtos como a Legionella ou a COVI-19, a conduta das autoridades seja «reativa face aos acontecimentos, acompanhando os fenómenos depois da sua eclosão e pondo em evidência a fragilidade da prevenção primária», conclui-se.


MADEIRA
Jovens precisam de mais

A resposta do Orçamento Regional aos problemas e necessidades das crianças e jovens madeirenses é limitada, acusou o PCP em iniciativa política realizada no passado mês de Dezembro, junto à Escola Secundária Francisco Franco, na qual o dirigente comunista e deputado regional Ricardo Lume defendeu a entrega de manuais e passe gratuitos para todos os alunos do ensino obrigatório, o livre acesso daqueles a museus e monumentos, a implementação de medidas visando a gratuitidade das creches em 2023 e um complemento de dez por cento no abono de família e a prioridade na contratação pública aos jovens que frequentaram estágios profissionais.