Maradona deixa legado dentro e fora do campo
Diego Armando Maradona, também conhecido como El Pibe de Oro ou D10s (uma referência a Dios, ou Deus, e Diez, 10, o número que o celebrizou), entre muitas outros cognomes que lhe foram atribuídos ao longo da sua carreira de mais de 20 anos como futebolista, faleceu no dia 25 de Novembro, aos 60 anos, vítima de uma paragem cardíaca, na sua residência localizada numa província de Buenos Aires.
Maradona é considerado um dos maiores futebolistas do século XX e foi reconhecido, por várias ocasiões, pela sua mestria dentro do campo. Foram mais de 35 os prémios, as menções e as honrarias que lhe foram atribuídas ao longo da sua vida e da sua carreira como futebolista e treinador. Segundo o próprio, foi no Mundial de 1986, no México, que a Argentina venceu, que realizou algumas das suas melhores prestações.
À parte da sua participação em competições internacionais, jogou ao serviço de sete equipas, entre as quais, três europeias: FC Barcelona, S.S.C. Napoli e Sevilla FC. Disputou mais de 700 jogos e marcou 493 golos.
Amigo de Fidel Castro e da revolução cubana, admirador de Che Guevara, no legado da sua vida não se incluem apenas os sucessos como desportista, mas também as posições que sempre assumiu ao lado daqueles que lutam pela paz, pela justiça social e contra o imperialismo.
Nos anos mais recentes, apoiou Nicolás Maduro, mostrou-se simpatizante de Evo Morales, criticou o golpe reaccionário que assaltou a Bolívia em 2019 e criticou as forças que impuseram o processo de impeachment de Dilma Rousseff, no Brasil.