Aconteu
Faleceu o militar de Abril Luís Macedo

Faleceu o coronel Luís Ernesto Albuquerque Ferreira de Macedo, que teve um papel destacado na Revolução do 25 de Abril. A notícia foi tornada pública no domingo, 15.

O coronel Luís Macedo, que integrou o Conselho da Revolução, fez os seus estudos secundários no Colégio Militar e ingressou na Academia Militar em 1964, na arma de Engenharia. Foi um dos destacados militares de Abril, tendo feito parte do grupo restrito de oficiais que planeou a operação militar que derrubou o regime fascista em 25 de Abril de 1974.

Foi na sua unidade - Regimento de Engenharia 1, na Pontinha - que, sob sua orientação e responsabilidade, foram criadas as condições para aí ser instalado o Posto de Comando do MFA.

Após o 25 de Novembro, como aconteceu com tantos outros militares, o coronel Luís Macedo foi marginalizado, o que o levou a passar à reserva.


Cinema português soma prémios

O cinema português continua a ser reconhecido e premiado lá fora. «A metamorfose dos pássaros», de Catarina Vasconcelos, foi duplamente distinguido no Festival New Horizons, na Polónia, vencendo o Grande Prémio e o Prémio do Público, informou dia 15 a Portugal Film. O filme, recorde-se, estreou em Fevereiro no mundial no Festival de Cinema de Berlim, onde conquistou o Prémio da Crítica Internacional, tendo deste então somado distinções em inúmeros países.

Já o realizador Carlos Conceição, com o filme «Um fio de baba escarlate», fez a sua estreia internacional no 17.º Festival de Cinema Europeu de Sevilha, que terminou dia 14, onde ganhou o prémio Revelação de Melhor Realização.

O filme «Listen», de Ana Rocha de Sousa, estreado em Outubro passado nas salas portugueses, e que saiu com seis prémios do Festival de Veneza, foi escolhido como candidato do nosso País a uma nomeação para os Óscares, na categoria de Melhor Filme Internacional, anunciou dia 16 a Academia Portuguesa de Cinema.


20 artistas em diálogo com legado camoniano

«Refracções Camonianas em artistas do século XXI – Ut Poesis Pictura», assim se chama a exposição inaugurada anteontem, 17, em Coimbra, com a participação de 20 artistas plásticos cujas obras traduzem um diálogo com o legado cultural de Luís de Camões.

Patente no Museu Nacional de Machado de Castro, que a promove juntamente com o Centro Interuniversitário de Estudos Camonianos (CIEC) da Universidade de Coimbra e a Câmara de Coimbra, a exposição integra trabalhos de alguns dos artistas mais representativos de vários géneros da arte portuguesa contemporânea, três dos quais já falecidos: Júlio Pomar, Nikias Skapinakis e José Rodrigues.


Festival de Teatro do Seixal

Arrancou sexta-feira passada, 13, a 37.ª edição do Festival de Teatro do Seixal. A preencher o programa, que se estende até 18 de Dezembro, estão onze companhias e igual número de espectáculos. Cinco destes são estreias, quatro dos quais representados por outras tantas companhias sediadas no concelho.

Promovido pela Câmara Municipal do Seixal, o Festival decorre de forma descentralizada em todas as freguesias do concelho, a saber: Auditório Municipal do Fórum Cultural do Seixal, Cinema S. Vicente, Espaço Animateatro, Sociedade Filarmónica Operária Amorense, Sociedade Filarmónica União Arrentelense, Associação de Moradores dos Redondos e Ginásio Clube de Corroios.


«Sinais de Pausa» no Teatro Viriato

Estreou dia 11, no Teatro Viriato, em Viseu, o espectáculo de dança «Sinais de Pausa», uma criação dos bailarinos e coreógrafos São Castro e António M Cabrita, directores artísticos da Companhia Paulo Ribeiro.

Este trabalho é inspirado no universo de José Saramago, nomeadamente em obras suas como «Ensaio sobre a Cegueira, «Memorial do Convento», «A Viagem do Elefante», «As Intermitências da Morte» e alguns textos dos «Cadernos de Lanzarote». O próprio nome do espectáculo - «Sinais de Pausa» - é uma referência ao modo como o escritor laureado com o Nobel da Literatura gostava de definir a vírgula e o ponto final.

Segundo os dois criadores, para quem este é também um regresso como dupla ao palco na qualidade de intérpretes, a peça é «quase uma escrita com o corpo», num desafio ao público, tal como Saramago desafiava o «leitor a entrar nas suas obras».



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