PCP reclama cumprimento do direito à autodeterminação do povo sarauí

AUTODETERMINAÇÃO O PCP reclama o cumprimento do direito à autodeterminação do povo do Sara Ocidental. Após a escalada militar do conflito que opõe os sarauís aos ocupantes marroquinos, os comunistas exortam o Governo português a agir em prol do direito à autodeterminação do povo sarauí.

Lusa


Perante os desenvolvimentos da situação no Sara Ocidental, após os graves acontecimentos ocorridos no passado dia 13 na região de Guerguerat – território sarauí situado junto à República Islâmica da Mauritânia –, em que as forças de ocupação marroquinas levaram a cabo operações militares que violaram os termos do cessar-fogo em vigor desde 1991, negociado sob a égide da ONU, o PCP reclama o «cumprimento do direito à autodeterminação do povo sarauí».

Numa nota do seu gabinete de imprensa, datada de 15, o PCP recorda que o povo sarauí «aguarda há décadas pelo cumprimento do seu direito à autodeterminação, de acordo e no respeito dos princípios da Carta da ONU, do direito internacional e das inúmeras resoluções pertinentes das Nações Unidas».

Os comunistas reafirmam «a sua condenação da política marroquina de agressão e opressão do povo sarauí e de ocupação dos territórios do Sara Ocidental e responsabilizam o Reino de Marrocos pela actual deterioração e escalada na situação» e exortam o Governo português «a agir em prol de uma solução justa para o conflito do Sara Ocidental, que passa necessariamente pelo efectivo e imediato cumprimento do direito à autodeterminação do povo sarauí».

O PCP apela ainda à solidariedade para com «a persistente e corajosa luta da Frente Polisário contra o colonialismo e pelo respeito e realização dos inalienáveis direitos nacionais do povo sarauí».

A delegação da Frente Polisário em Portugal, entretanto, informou que o seu secretário-geral e presidente da República Árabe Sarauí Democrática, Brahim Ghali, declarou no dia 13 «o fim do cessar-fogo, após a sua violação pelo ocupante marroquino e, consequentemente, o reinício das hostilidades em defesa dos legítimos direitos do povo sarauí».




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