PCP evoca em Faro 107 anos de Álvaro Cunhal

Anteontem, no próprio dia em que se cumpria o 107.º aniversário de Álvaro Cunhal, o Secretário-geral do PCP rumou a Sul para aí evocar tão significativa data. Faro foi a cidade escolhida para acolher a sessão «Álvaro Cunhal e o PCP», inserida no programa de comemorações do centenário do Partido.

«Evocamos Álvaro Cunhal, essa personalidade marcante do século XX português e dos princípios do presente século, e é luta dos trabalhadores e do nosso povo e do seu Partido de sempre pela liberdade, a democracia, por um projecto de desenvolvimento soberano, por uma sociedade mais justa e liberta da exploração que convocamos, e que por aqui necessariamente passa, porque a sua vida é indissociável dessa luta da qual foi um destacado protagonista, à qual dedicou toda a sua vida, sempre com o PCP. Luta que honrou com uma generosidade sem limites», realçou Jerónimo de Sousa.

De facto, como lembrou o dirigente comunista, «Álvaro Cunhal viveu com o seu Partido um tempo de grandes combates, grandes desafios e empolgantes empreendimentos, mas também de grandes perigos e ameaças». Viveu, acrescentou, «estreitamente ligado» a um Partido que, no seu trajecto centenário, «mil vezes declararam morto e mil vezes surgiu renovado, determinado e convicto na frente da luta do seu povo».

Recordando o percurso de «setenta anos de ininterrupto combate», percorridos com «indomável determinação» e resistindo a «terríveis e duras provas», Jerónimo de Sousa destacou que a história pessoal de Álvaro Cunhal é a história de «um homem extraordinário, de um comunista convicto, de um multifacetado e experimentado dirigente político, estadista e ideólogo, com grande repercussão e impacto na vida portuguesa e no plano internacional». Que inspira, interpela e impulsiona no prosseguimento do combate «que foi o dele e é hoje nosso em demanda da concretização do ideal e projecto comunista, de um mundo justo, livre e fraterno».

Ao evocar «um dos nossos melhores», o dirigente comunistas não se esqueceu de assinalar e exaltar o papel das «sucessivas gerações de comunistas, o sacrifício e abnegação de muitos caídos na luta, a sua dedicada e intensa militância». É esse «imprescindível colectivo» que trouxe o Partido até aqui, constituído por «homens e mulheres que nunca não se deixaram, nem deixam, intimidar».




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