Aconteu
Eduardo Lourenço e Álvaro Siza distinguidos

O filósofo e ensaísta Eduardo Lourenço foi distinguido com o título de Membro Honorário pela Ordem dos Arquitectos, numa cerimónia que decorreu, no dia 30 de Outubro, em Lisboa, na sede deste organismo.

A decisão partiu do conselho directivo nacional, no âmbito das celebrações do Dia Mundial da Arquitectura, justificando que «a obra do professor Eduardo Lourenço, singular, inventiva, extensa, revela a cultura portuguesa de um modo encantatório, também nas nossas fragilidades e assombros». A entrega do título foi feita a António José Marques de Faria, sobrinho do ensaísta, em representação de Eduardo Lourenço, de 97 anos.

No mesmo dia, o arquitecto português Álvaro Siza recebeu o Prémio Nacional de Arquitectura de Espanha 2019. A cerimónia decorreu «online», com intervenções de Siza e dos chefes do governo espanhol e português, quase um ano depois do anúncio de que havia sido o primeiro arquitecto não-espanhol distinguido com o galardão.

O Prémio Nacional de Arquitectura é um galardão atribuído anualmente pelo Governo de Espanha desde 1932.


Novo olhar sobre «O 25 de Novembro a Norte»

Já está disponível a terceira edição – revista e aumentada – do livro «O 25 de Novembro a Norte – processo revolucionário no ano de 1975», de Jorge Sarabando, que apresenta um outro olhar sobre a nossa história recente. Editado pela Associação dos Jornalistas e Homens de Letras do Porto, a obra – rara no conjunto disponível sobre o processo revolucionário e o golpe (ou golpes) do 25 de Novembro – é dedicada aos militares de Abril que fizeram sua a luta do povo português pela liberdade e pela emancipação.

Como descreve José Viale Moutinho no prólogo, este é um «livro-memória e bandeira» de Jorge Sarabando, «cidadão exemplar, cuja vida cívica vem de antes do 25 de Abril, dos tempos da outra senhora». «Leiam-no com atenção que as suas palavras são da cor dos ventos mais calorosos», apelou.


Faleceu Kalidás Barreto

Luís Maria Kalidás da Costa Barreto, dirigente histórico da CGTP-IN, morreu no dia 30 de Outubro. Nascido em Montemor-o-Novo a 16 de Outubro de 1932, foi dirigente do Sindicato dos Têxteis do Centro e, nessa qualidade, participou numa reunião da Intersindical, realizada em Leiria, antes do 25 de Abril.

Foi também dirigente nacional da Federação dos Sindicatos Têxteis e eleito, sucessivamente, para o Conselho Nacional e para a Comissão Executiva da CGTP-IN, entre 1977 e 1996.

É autor de várias obras, entre as quais «Subsídios para a História do Movimento Operário em Castanheira de Pera» e «A Organização Profissional dos Trabalhadores Têxteis de Leiria».

Acérrimo defensor da unidade dos trabalhadores, contra o divisionismo sindical, teve um importante papel na realização do Congresso de Todos os Sindicatos em Janeiro de 1977, no qual teve uma intervenção em defesa da unidade e do projecto da CGTP-IN.


Adeus a Sean Connery

Com 90 anos, morreu no sábado o actor escocês Sean Connery. Ficou mais conhecido com a interpretação de James Bond, tendo sido o primeiro actor a levar o papel para o cinema, aparecendo em sete dos filmes da saga 007, feitos para afirmar a ideologia capitalista. «A Caçada ao Outubro Vermelho», «Indiana Jones e a Última Cruzada», «O Rochedo» ou «O Nome da Rosa», foram outros dos filmes que protagonizou. Ao longo da sua carreira, ganhou um Óscar, dois Bafta e três Golden Globes.


«Elo» premiado em Chicago

O filme «Elo», de Alexandra Ramires, venceu o Hugo de Ouro, na competição de curtas metragens de animação, do 56.º Festival Internacional de Cinema de Chicago, que terminou no passado dia 25. «Uma bela paleta invertida de preto e branco atrai-nos imediatamente e uma grande quantidade de silêncio mantém-nos lá», afirmou o júri sobre o filme, ao qual diz ter atribuído a distinção «pela sua fusão perfeita de beleza e horror». A curta «Elo», animada a partir de desenhos em grafite e pós de grafite, explora o encontro de duas personagens que procuram adaptar-se na tentativa de se encaixarem em padrões instituídos.



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