Por melhores salários na Misericórdia

Os trabalhadores das santas casas de Misericórdia fizeram greve no dia 15, para darem força à exigência de aumentos salariais, valorização das carreiras e respeito por direitos, particularmente no que se refere a horários e sobrecarga de trabalho.

A luta foi convocada pelo Sindicato dos Trabalhadores do Comércio, Escritórios e Serviços de Portugal (CESP), com os sindicatos dos Professores (Fenprof) e dos Enfermeiros (SEP), que realizaram concentrações em Lisboa, junto à sede da União das Misericórdias Portuguesas, de manhã, e frente ao Ministério do Trabalho, de tarde.

Também se realizaram concentrações no exterior das santas casas de Misericórdia de Olhão (onde o CESP indicou ter havido 90 por cento de adesão à greve) e de Guimarães (adesão total, cumprindo os serviços mínimos).

A Secretária-geral da CGTP-IN esteve na Praça de Londres, onde salientou que estes trabalhadores têm sido essenciais, no actual quadro de surto epidémico, mas continua a não lhes ser dado o justo valor. Isabel Camarinha insistiu na reivindicação de um salário mínimo nacional de 850 euros, a curto prazo, e na necessidade de investimento nos serviços públicos.

Nas faixas exibidas e palavras de ordem gritadas nas concentrações, sobressaíram as exigências de «direito à vida familiar e pessoal», de aumento do salário (que «é mesmo necessário») e de valorização das carreiras – posições detalhadas numa resolução que foi entregue no Ministério. Os trabalhadores protestaram porque «é só cortar e roubar a quem vive a trabalhar» e asseguraram que «a luta não nos cansa».

 



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