Aconteu
Dois novos livros de Domingos Lobo

O escritor, dramaturgo, crítico e colaborador do Avante!, Domingos Lobo, lançou recentemente dois livros de poesia: Quotidianos e outras noites, editado pela Associação dos Jornalistas e Homens de Letras do Porto; e O Rosto em Ruínas, com a chancela da Modocromia, na colecção «A Água e a Sede».

Nas Breves Notas de um Percurso, publicadas nesta última obra, Domingos Lobo recorda os tempos do liceu e da Faculdade de Direito, os primeiros passos no teatro, a guerra colonial, os livros, as companhias de teatro por onde passou e as peças que escreveu e encenou, os livros que escreveu e os que tem para escrever, os prémios e as medalhas, as colaborações na imprensa, as aulas nas universidades de terceira idade. «Ainda não estou cansado», conclui.


MAA expõe obra inédita de Almada Negreiros

Encontra-se patente ao público desde o dia 15, no Museu Nacional de Arte Antiga, uma peça inédita de grandes dimensões de Almada Negreiros.

Estudo em fio dos painéis de S. Vicente, assim se chama a obra, considerada pela sua família «a pedra no sapato» do espólio do artista. Datada de 1950, guardada durante décadas no seu antigo atelier, a obra tem quase dois metros de altura e largura, sendo composta por desenhos e reproduções fotográficas dos icónicos painéis do século XV, fios de algodão e arame. O fascínio de Almada pelo políptico de Nuno Gonçalves foi tal que o levou a estabelecer um pacto com Amadeo de Souza-Cardoso e Santa-Rita para o estudarem até ao fim da vida.

Esta criação de Almada Negreiros foi sujeita a estudos prévios, pelos investigadores Simão Palmeirim e Pedro Freitas, que deslindaram os seus traçados geométricos, tendo sido restaurada pelo Laboratório José de Figueiredo.


Combater a pobreza infantil

A UNICEF alertou anteontem, 20, para os elevados níveis de pobreza infantil no nosso País, realçando que as estimativas apontam para 22,3% de crianças a viver nesta situação. Os dados são do Eurostat, relativos a 2019, e constam de um relatório divulgado no mesmo dia pela agência da ONU para a infância, que assinala que a «taxa de risco de pobreza é mais elevada em famílias com filhos, nomeadamente, em famílias numerosas (30,2%) e em famílias monoparentais (33,9%)».

Medidas de protecção social e o aumento do rendimento das famílias têm assim «um papel crucial» na luta contra a pobreza e as desigualdades, conclui a UNICEF.


Castelo Novo classificada bem de interesse público

A Aldeia Histórica de Castelo Novo, no concelho do Fundão, foi classificada como conjunto de interesse público, segundo portaria publicada anteontem, 19, em Diário da República.

Nela se pode ler que «esta emblemática aldeia histórica da Beira Interior, ainda relativamente bem preservada e salvaguardada de elementos dissonantes, conserva igualmente uma importante relação com a paisagem envolvente, constituindo um conjunto de evidente valor patrimonial».

As origens do núcleo urbano da aldeia de Castelo Novo são muito remotas, havendo vestígios de ocupação no Neo-Calcolítico. A sua designação actual está referenciada em documentação de inícios do século XIII, quando terá passado a integrar os domínios da ordem templária.



Gonçalo Salvado vence Prémio de Poesia

O poeta português Gonçalo Salvado foi o vencedor do Prémio Álvares de Azevedo de Poesia da União Brasileira de Escritores pelo livro de poesia Denudata, revelou a Lusa esta segunda-feira, 19.

No prefácio da obra, ilustrada com desenhos inéditos do escultor Francisco Simões e fotografias de Manuel Magalhães, o poeta brasileiro Carlos Nejar considera que a poesia de Gonçalo Salvado «se singulariza em grandeza na nova poesia portuguesa» e descreve que a sua escrita «não se volta apenas ao amor como tema, ou busca, ou obsessão, é desnudez da linguagem, sede se despindo em corpo e corpo que se perfaz em alma».

Gonçalo Salvado, que em 2013 foi também distinguido pela UBE com o Prémio Sophia de Mello Breyner Andresen pelo conjunto da sua obra, tem em mãos um novo livro de poesia, intitulado Quando A Luz do Teu Corpo Me Cega, ilustrado com desenhos inéditos de Álvaro Siza, e que terá uma versão em Braille.



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