A recomendação da Unesco e da OIT sobre o Estatuto do Professor, aprovada a 5 de Outubro de 1966 e que está na origem da celebração do Dia Mundial do Professor, desde 1994, mantém «actualidade e validade», pois «reconhece o papel essencial dos professores no progresso da educação e a importância do seu contributo para o desenvolvimento do homem e da sociedade moderna».
Na intervenção de encerramento da iniciativa com que a Federação Nacional dos Professores assinalou a data, no grande auditório do Seminário do Vilar (e não, como anunciado, na baixa do Porto, devido à previsão de agravamento das condições meteorológicas), o Secretário-geral da Fenprof colocou a tónica nas actuais condições de trabalho nas escolas.
Mário Nogueira reafirmou a exigência de investimento na educação pública, para que atinja, faseadamente, uma parcela de seis por cento no Produto Interno Bruto. Reportando a uma posição recente da OCDE, salientou que «em Portugal, desde 2017, o financiamento público da Educação está abaixo da média dos países daquela organização», descendo de 5,1 por cento do PIB, em 2002, para 3,5 por cento, em 2019.
«A grande importância e actualidade» da recomendação fora antes sublinhada por Manuela Mendonça, dirigente do Sindicato dos Professores do Norte, da Fenprof e da Internacional da Educação.
Isabel Camarinha, Secretária-geral da CGTP-IN, transmitiu a saudação da central a «todos os professores e, particularmente, todos quantos têm lutado e lutam pela valorização da escola pública e dos seus profissionais». «Pela determinação no desenvolvimento da organização, acção e luta dos docentes, importantíssimo contributo também para a luta mais geral dos trabalhadores», saudou a Fenprof e os seus sindicatos.