- Nº 2445 (2020/10/8)

Venezuela denuncia violência promovida do exterior com apoios da extrema-direita

Internacional

DESESTABILIZAÇÃO As autoridades bolivarianas apelaram ao povo para que se mantenha alerta face a manobras desestabilizadoras promovidas pelo imperialismo em cumplicidade com elementos da extrema-direita venezuelana.

Sectores golpistas da oposição venezuelana persistem nos planos para gerar violência com fins desestabilizadores, alertou em Caracas o vice-presidente do Partido Socialista Unido da Venezuela (PSUV), Diosdado Cabello. Num programa transmitido pela televisão, o dirigente bolivariano mostrou o testemunho de um cidadão detido pela participação na preparação de acções violentas registadas no Estado de Cojedes, na semana passada.

De acordo com as investigações, indivíduos vinculados à organização de extrema-direita Vontade Popular pretendiam provocar mortes entre os próprios manifestantes, montando uma nova provocação para colocar a população contra as autoridades bolivarianas.

Referindo-se a focos de violência registados em outras regiões, como o Estado de Yaracuy, o dirigente revelou que foram capturados vários grupos «financiados e recrutados pela oposição» de extrema-direita. Alguns dos detidos entraram na Venezuela a partir da Colômbia para provocar o caos, como parte da acção desestabilizadora promovida pelos EUA e aliados.

O presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, anunciou a concretização de um plano especial de segurança para garantir a paz nacional, no contexto da realização das eleições legislativas, em Dezembro. Nesse sentido, o chefe do Estado ordenou a activação do Comando de Operações Especiais, com capacidade a nível nacional, estadual e municipal.

Maduro defendeu o fortalecimento da aliança cívico-militar-policial e apelou ao povo para que se mantenha alerta face a manobras desestabilizadoras promovidas por factores externos, em cumplicidade com elementos da extrema-direita venezuelana.

A renovação do Conselho Nacional Eleitoral e as eleições para um novo parlamento fazem parte dos acordos emanados da Mesa de Diálogo Nacional, instalada em Setembro de 2019, pelo governo e partidos da oposição. Mais de 20 milhões de venezuelanos estão inscritos para votar nas eleições legislativas, a que concorrem 14 mil candidatos de mais de 100 organizações políticas.