PCP quer garantir o ensino presencial
EDUCAÇÃO Nas escolas faltam trabalhadores, auxiliares, assistentes técnicos e professores, alertou, segunda-feira, Jerónimo de Sousa. O PCP exige do Governo uma solução equilibrada que garanta o ensino presencial.
As crianças e as suas famílias precisam do ensino presencial
A poucos dias do arranque do ano lectivo, entre 14 e 17 de Setembro, o Secretário-geral comunista visitou terça-feira, 8, a Escola António Arroio, em Lisboa, um «exemplo concreto» de que o ensino tem de ser presencial. Com ele estiveram Jorge Pires, da Comissão Política do Comité Central, e Ana Mesquita, deputada na Assembleia da República, entre outros dirigentes do PCP e da JCP.
Jerónimo de Sousa manifestou ainda grande preocupação com a falta de trabalhadores, auxiliares, assistentes técnicos e professores, situação que «coloca um problema sério em termos do funcionamento das escolas». Como exemplo, informou que naquela escola do ensino secundário artístico especializado, com mais de mil alunos, existem apenas 24 auxiliares, sendo necessários mais dez para cumprir os rácios.
A nível nacional, segundo dados da Federação Nacional dos Sindicatos dos Trabalhadores em Funções Públicas e Sociais, faltam cerca de cinco mil assistentes, entre técnicos e operacionais. Nesse sentido, a admissão de 500 assistentes operacionais e de 200 técnicos, anunciada em 2019 pelo Governo e ainda por concluir, fica aquém do necessário, até porque se prevê a saída de outros tantos, por motivos de reforma e outras razões.
Jerónimo de Sousa lamentou ainda que na União Europeia não exista um «fio condutor» para responder aos problemas colocados pela COVID-19. «Uns abriram e voltaram a fechar, outros optaram por um sistema misto, outros por abrir paulatinamente e outros pelo ensino à distância. As nossas crianças e as suas famílias precisam do ensino presencial. Fechando as escolas e mantendo o ensino à distância estamos a criar problemas sérios à nossa juventude», advertiu. Para ilustrar a realidade, citou estudos que dão conta que neste período pandémico as doenças mentais triplicaram, «não apenas nos mais idosos, mas também nas crianças e jovens. Curiosamente até no Ensino Superior».
Nesse sentido, o PCP vai apresentar «soluções e medidas equilibradas», nomeadamente na Assembleia da República, no sentido de «resgatar» a presença dos alunos nas escolas, «com todas as medidas sanitárias e o reforço dos profissionais».