LUTA Os trabalhadores exigem que as empresas valorizem o esforço e as acrescidas exigências que lhes impõem, negociando reivindicações e actualizando salários e outras prestações pecuniárias.
Começou hoje uma greve de 48 horas no SUCH (Serviço de Utilização Comum dos Hospitais, que tem estatuto de associação privada sem fins lucrativos, tutelada pelos ministérios da Saúde e das Finanças). A luta foi convocada pela Federação dos Sindicatos de Agricultura, Alimentação, Bebidas, Hotelaria e Turismo (Fesaht), depois de a administração do SUCH ter recuado no compromisso de apresentar para negociação uma proposta de aumentos salariais.
A mudança da posição patronal foi considerada pela federação da CGTP-IN «uma afronta aos trabalhadores, dado que a esmagadora maioria destes recebe apenas o salário mínimo nacional», agravada pelo facto de que «o SUCH recusa também a compensação complementar decidida na Assembleia da República para os trabalhadores do Serviço Nacional de Saúde». Numa nota divulgada anteontem, a Fesaht assinala que «os trabalhadores do SUCH, designadamente os que trabalham nas cantinas, lavandarias, resíduos e manutenção hospitalar, foram equiparados aos funcionários públicos».
A federação lembra ainda que «as condições de trabalho continuam horríveis e violentas». Os trabalhadores, organizados nos sindicatos da Fesaht, «têm desenvolvido lutas em todas as unidades a nível nacional, mas a administração do SUCH não dá ouvidos», o que motivou a convocação desta greve.
Foram convocadas concentrações de trabalhadores em luta para hoje, à porta do Hospital de São João, no Porto, a partir das 8 horas, e frente ao Hospital de São Teotónio, em Viseu, pelas 9 horas. Para amanhã, dia 28, foi marcada uma concentração frente ao Hospital Universitário de Coimbra, com início às 8 horas.
Os trabalhadores da LETA, que asseguram o serviço de «picking» (entregas em cafés, restaurantes e supermercados) da Super Bock na área do Grande Porto, fizeram greve desde segunda-feira, dia 24, até ontem, com adesão quase total no período nocturno, como informou o Sindicato dos Trabalhadores da Agricultura e das Indústrias de Alimentação, Bebidas e Tabacos de Portugal (Sintab).
Os cerca de 30 trabalhadores do «picking», em Leça do Balio, reclamam aumentos salariais e que lhes seja aplicado um acordo que, no ano passado, veio determinar a actualização das remunerações dos manobradores de cargas, da mesma empresa.
As reivindicações não tiveram resposta patronal, mesmo depois de os trabalhadores terem admitido que a actualização salarial vigore só em Janeiro de 2021.
Resultados
e trabalho
Os trabalhadores da Algar – Valorização e Tratamento de Resíduos Sólidos, com sede em Almancil e instalações em todo o Algarve, decidiram marcar greve para dias 7 e 8 de Setembro, colocando como prioridade reivindicativa a negociação de aumentos salariais, que a administração recusa, alegando os resultados negativos da empresa.
A administração alega o abaixamento da tarifa, mas os trabalhadores reafirmam que não tiveram qualquer culpa do resultado de 2019, pelo contrário, continuaram a trabalhar cada vez mais.
No documento de conclusões dos plenários de 17, 18 e 19 de Agosto, divulgado pelo SITE Sul, afirma-se que o descontentamento dos trabalhadores cada vez é maior e tem tendência para aumentar, uma vez que a empresa não reconhece o devido empenhamento e o profissionalismo de todos.