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Nuno Gomes dos Santos tem novo livro

«Um Sacristão na Paróquia, uma estória do século XX português» é o mais recente livro de Nuno Gomes dos Santos, editado pela Página a Página.

Depois de Adeus faraó, Nós Só adoramos o Sol e de Goodbye, Mr. Cheng, este é o terceiro título do autor nesta cuidada e criteriosa colecção daquela editora.

«Nestes tempos em que se desvaloriza a história e o seu ensino», como refere em nota de abertura José Zaluar, o que Nuno Gomes dos Santos faz através desta forma literária que ele próprio denomina como «estória» no subtítulo do livro é «caracterizar a Formação Económica na e Social do nosso Portugal Contemporâneo, desde os “longínquos” meados do século XIX até aos finais dos anos mil novecentos em tempos da “Cavacal criatura”».

Uma «estória» que se estende por mais de cem páginas numa escrita que, sendo «simples», «poética», usa «um vocabulário alargado, cruza saberes e provoca inquietação».


Miguel Oliveira faz história no motociclismo nacional

iguel Oliveira, em KTM, obteve no domingo, 23, pela primeira vez, uma vitória no Mundial de MotoGP, ao vencer o Grande Prémio de Estíria, em Spielberg, na Áustria.

Nesta quinta prova do campeonato da categoria rainha do motociclismo, o piloto português fez história ao bater na derradeira curva o australiano Jack Miller (Ducati) e o espanhol Pol Espargaro (KTM).

O piloto de Almada, que partiu da sétima posição, foi encurtando distâncias e conquistando posições até garantir o triunfo num final empolgante.


Mais de 200 filmes no IndieLisboa

Arrancou anteontem, 25, a 17.ª edição do festival de cinema IndieLisboa. Até 5 de Setembro serão cerca de 240 os filmes que preenchem a sua programação, este ano marcada pelo sentido de resiliência e pela vontade de manter a fruição deste bem cultural que é o cinema, mesmo neste contexto de surto epidemiológico.

Em destaque estarão uma retrospectiva de toda a obra do realizador senagalês Ousmane Sembène, a homenagem aos 50 anos da secção «Fórum» do Festival de Berlim, e o ciclo dedicado à realizadora franco-senagalesa Mati Diop.

Seleccionados foram ainda mais de 50 filmes da produção nacional.

Na competição internacional, que contará com uma larga presença africana, estão 12 longas-metragens e 31«curtas».

As salas que acolhem o festival são o São Jorge, a Culturgest, e, novidade, o terraço ao ar livre do Capitólio.


Músicos contra o racismo, a xenofobia e o fascismo

«Neste tempo difícil que vivemos, por via da pandemia da COVID-19, e do medo que ela arrasta, assiste-se em Portugal ao crescimento de um movimento racista, xenófobo, fascista, que põe em causa a democracia e os seus valores», alertam mais de 50 músicos e compositores portugueses em carta aberta, tornada pública esta terça-feira, 24.

Os subscritores, conscientes de que «este é um movimento não apenas português, mas sim internacional», «o que aumenta exponencialmente o perigo que ele representa», manifestam por isso o «seu repúdio contra todas as formas de discriminação, apelando ao poder político e à sociedade civil no seu todo para que se mobilizem contra o racismo, a xenofobia, o fascismo».

Entre os criadores, intérpretes, cantautores e músicos das mais variadas áreas que assinam a missiva, do fado ao hip-hop, passando pelo rock, o jazz ou a música clássica, encontram-se nomes como Camané, Mário Laginha, António Pinho Vargas, Salvador Sobral, Aldina Duarte, Brigada Vicor Jara, Bernardo Moreira, Filipe Raposo, Júlio Resende, JP Simões, Mário Delgado, Carlos Martins, Ricardo Toscano, Maria João, Rita Red Shoes, Cristina Branco, Manuela Azevedo, Rui Galveias, Sérgio Carolino,

Alex Cortez, Álvaro Rosso, Joana Manuel, João Gil, LBC Soldjah (Flávio Almada), Luís Varatojo, Paulo Vaz de Carvalho, Scúru Fitchádu, Sofia Vitória, Susana Santos Silva, subscrevem também a carta, entre muitos outros.


Operafest até Setembro em Lisboa

A ópera «Tosca» de Puccini, protagonizada pela soprano Catarina Molder, abriu dia 21, no jardim do Museu Nacional de Arte Antiga, em Lisboa, o Operafest, festival de ópera que se prolonga até 11 de Setembro. «Tosca» estará em cena até amanhã, 28.

Além do jardim do museu, o festival, sob direcção geral e artística de Catarina Molder, decorre nas Carpintarias de São Lázaro, com uma programação variada e abrangente que vai dos clássicos à ópera de vanguarda, dirigindo-se a todos os públicos.



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