Atropelos na Yasaki Saltano
Os trabalhadores da Yasaki Saltano estão a ser coagidos a aceitar o regime de laboração contínua e o horário concentrado de 12 horas de trabalho diárias, jornada que a empresa pretende que aqueles aceitem por acréscimos de remuneração fora do intervalo estipulado por lei para os subsídios de turno permanente, como é o caso, denuncia o PCP.
Em comunicado, a Comissão Concelhia de Ovar do PCP refere que «o clima de coacção e chantagem é evidente, dado que a empresa apresentou a proposta no dia 16 de Julho e exigia uma resposta até ao dia 24 de Julho, afirmando que, com ou sem o acordo dos trabalhadores, iria aplicar a medida a 1 de Setembro de 2020».
«O PCP lembra que a Yazaki Saltano acumulou, ao longo de décadas, dezenas de milhões de euros de lucros à custa do esforço dos seus trabalhadores, mas também ao abrigo de ajudas públicas, nacionais e comunitárias». Os comunistas ovarenses garantem, também, que «não darão descanso a práticas de desrespeito e violação de direitos nos locais de trabalho, de ameaça, pressão directa e indirecta, chantagem, violência psicológica e repressão sobre os trabalhadores como forma de reforço do poder do patronato e de fragilização da acção reivindicativa».
O Partido assegura igualmente aos trabalhadores da Yasaki Saltano, que «não deixará de acompanhar esta situação», e apela à «união e à recusa deste regime de laboração», insistindo que «poderão contar sempre com o PCP na luta pelas suas justas reivindicações».
No texto, informa-se que o PCP já começou a intervir na defesa dos direitos laborais naquela empresa, designadamente questionando o Governo e exigindo uma resposta rápida da tutela.