OS TRABALHADORES E O POVO PODEM CONFIAR NO PCP
«Resistir e avançar na defesa dos direitos e pela alternativa»
Aproveitando insuficiências e limitações para acompanhar a evolução da COVID-19 nomeadamente na região de Lisboa e Vale do Tejo por parte da Autoridade Nacional de Saúde, certos interesses económicos – grupos monopolistas ligados ao negócio da doença que sempre contaram com o apoio do PS, PSD e CDS – apostam na desvalorização da importância que o SNS tem tido no combate à epidemia. Desvalorizam-no e atacam-no para o desacreditar tendo em vista, desta forma, questionar a sua existência no futuro e assegurar a transferência para a sua área de negócio da responsabilidade pelos cuidados de saúde.
Perante os problemas que persistem, é de facto, necessário reforçar o SNS, como exige o PCP, que propôs, inclusivamente, um plano de emergência nesta área e se bate para que o mesmo venha a ser concretizado dando resposta urgente às cirurgias e outros actos clínicos adiados. São também precisas medidas de prevenção e mitigação da doença e que contribuam para a melhoria das condições sanitárias nomeadamente nas empresas.
Mas, em simultâneo, é imperativo garantir e promover a dinamização da actividade económica, social e cultural; promover o desporto, o lazer e o convívio fundamentais aliás, para a vida, a saúde e o bem-estar das populações.
É igualmente essencial estimular a luta em defesa dos direitos dos trabalhadores e do povo confrontados com um brutal ataque por parte do capital monopolista – perda de milhares de empregos, redução de salários, alteração unilateral de horários, imposição de férias forçadas, entre outros ataques a direitos individuais e colectivos – e que atinge também os interesses de milhares de micro, pequenas e médias empresas e a pequena e média agricultura.
O PCP continuará a intervir e a lutar pela urgente resposta às situações de emergência com que estamos confrontados, consciente de que daquilo que o País precisa é de uma política patriótica e de esquerda que valorize o trabalho e os trabalhadores, assegure o controlo público dos sectores básicos e estratégicos da nossa economia, promova a produção nacional, desenvolvendo nomeadamente a indústria e outras actividades produtivas, combata, entre outros, o défice agro-alimentar e o défice demográfico, promova o emprego com direitos, garanta o investimento público, assegure os serviços públicos e as funções sociais do Estado, nomeadamente o SNS, combata a corrupção, promova a justiça fiscal, garanta a defesa da Constituição da República Portuguesa.
É neste quadro que o PCP, a propósito de escândalos financeiros que têm vindo à luz do dia, sem deixar de considerar as responsabilidades individuais, que se impõe apurar e julgar, entende que sobretudo é preciso identificar as verdadeiras causas num sistema em que, por força da política de direita prosseguida ao longo de décadas pelo PS, PSD e CDS (principais responsáveis políticos), por via das privatizações, se promoveu a reconstituição dos grupos monopolistas e o seu domínio sobre o poder político e a nossa economia.
É precisa uma política que liberte Portugal das imposições da União Europeia, do euro e do grande capital. Perante as conclusões da recente reunião do Conselho Europeu impõe-se reclamar que as verbas a receber por Portugal ao abrigo do Fundo de Recuperação, que mesmo assim não compensam os prejuízos decorrentes do Mercado Único e da Moeda Única, sejam aplicadas onde os portugueses entendem que devem ser aplicadas tendo em vista o desenvolvimento soberano do País, rejeitando imposições, chantagens e pressões, ganhando reforçada importância a recuperação de imprescindíveis instrumentos de soberania, designadamente no plano económico e monetário.
É neste quadro que a luta dos trabalhadores e das populações em defesa dos seus direitos e interesses vai ser igualmente decisiva na criação das necessárias condições para a construção da política alternativa que concretize um modelo de efectivo desenvolvimento soberano do País.
Impõe-se, pois, dar mais força ao PCP, contribuir para ampliar a sua acção insubstituível, assegurar o seu funcionamento e dinamizar a sua iniciativa. Acções como aquela que se realizou em Santiago do Cacém com a participação de Jerónimo de Sousa; a inigualável acção do PCP nas instituições, nomeadamente na AR onde por sua iniciativa e proposta foram aprovadas diversas medidas de apoio às Associações de Bombeiros; a preparação da Festa do Avante!, com destaque para a sua divulgação, venda antecipada da EP e construção (com as adequadas medidas de protecção sanitária); a preparação do XXI Congresso do PCP, avançando desde já com a planificação da sua terceira fase; o prosseguimento das comemorações do centenário do PCP em que se inserem a campanha nacional de fundos «o futuro tem partido», a definição de 100 novos responsáveis por célula e a criação de 100 novas células, são elementos fundamentais para resistir e avançar.
Resistir e avançar na defesa dos direitos e pela alternativa. Um caminho de intervenção, de luta e de confiança no futuro.