1925 – «Nasce» o Realismo Mágico
Quando se fala de Realismo Mágico relaciona-se o conceito à literatura e ao boom literário da segunda metade do século XX em que se afirmaram escritores como Gabriel García Márquez (Colômbia); Julio Cortázar (Argentina); Horacio Quiroga (Uruguai); Alejo Carpentier (Cuba); Isabel Allende (Chile); ou Arturo Uslar Pietri, da Venezuela, apontado como «pai» do realismo mágico por considerar que o conto venezuelano era dominado por «uma adivinhação poética da realidade, um realismo mágico», como disse em 1948. O conceito de «Realismo Mágico» não surgiu no entanto na América Latina nem sequer em referência à literatura. O termo foi usado pela primeira vez em 1925 pelo fotógrafo, crítico e historiador de arte alemão Franz Roh, no seu livro «Realismo Mágico, pós-expressionismo. Problemas da pintura europeia mais recente», referindo-se a uma tendência particular das artes plásticas na Alemanha pré-nazi que rompe com o expressionismo e o abstraccionismo. O termo não vinga na Alemanha, dando lugar ao que se designou por «Nova Objectividade»; é recuperado em Itália por Massimo Bontempelli, na revista 900, entre 1926 e 1929, mas volta a ser confundido com o «Nocevento». Ressurgiu em 1943, nos EUA, numa exposição organizada pelo Musuo de Arte Moderna de Nova Iorque.