O êxito vietnamita no combate à COVID-19

A República Socialista do Vietname foi o primeiro país do mundo a dar por controlada, no fundamental, a pandemia de COVID-19. Com 95 milhões de habitantes, o país contava anteontem, 12, com apenas 288 casos de infecção, 249 dos quais já recuperados, e nenhuma vítima mortal. Esse foi o 26.º dia consecutivo sem novos contágios registados.

Mas há outros dados relevantes, desde logo o facto de os doentes registados desde 26 de Abril terem viajado de países onde a situação epidemiológia é complicada, pelo que a transmissão local será praticamente nula. Além disso, dos 39 casos de infecção ainda activos, só um – cidadão britânico – se encontra em estado crítico.

Desde finais de Abril que as autoridades vietnamitas vêm levantando as restrições adoptadas semanas antes para conter a epidemia: as actividades produtivas e lectivas já reabriram, assim como os serviços, centros comerciais e transportes. A 12 de Maio, o mausoléu de Ho Chi Minh, em Hanói, voltou a receber visitas.

O combate ao surto epidémico começou cedo no Vietname: a 11 de Janeiro, data da primeira morte em Wuhan, na China, o país reforçou de imediato os controlos de fronteira e os aeroportos; quatro dias depois, as autoridades vietnamitas reuniram-se com a Organização Mundial de Saúde. A publicação, insuspeita de simpatias com o país asiático, avança com motivos suplementares para o êxito do Vietname no combate à COVID-19: a «mobilização em massa do sistema de saúde, funcionários públicos e forças de segurança, combinados com uma campanha enérgica e criativa de educação pública».




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