Alda Nogueira, um património de luta e resistência
A apresentação do livro Maria Alda Nogueira, da Resistência à Liberdade, da autoria de Maria Alice Samara, teve lugar no Palácio de São Bento no dia 5 de Março.
A sessão foi presidida pelo Presidente da Assembleia da República (AR), Eduardo Ferro Rodrigues, e contou com as intervenções da autora, de Cristina Nogueira, que apresentou a obra, do historiador Luís Farinha e de Fernanda Mateus, da Comissão Política do Comité Central do PCP. Jerónimo de Sousa, Domingos Abrantes e João Oliveira também marcaram presença, assim como os vice-presidentes da AR António Filipe e Edite Estrela, deputados, militantes do PCP e membros do MDM.
Maria Alda Nogueira nasceu em Alcântara (Lisboa) em 1923 e dedicou a sua vida à luta contra o fascismo, pela liberdade, a democracia e o socialismo. Entrou na Faculdade de Ciências aos 17 anos, participando nas lutas académicas de 1942 e 1943. Mais tarde filiou-se no PCP e, em 1949, entraria para a clandestinidade, onde desenvolveu grande parte da sua actividade na redacção do Avante!. Em 1957, no V Congresso, foi eleita membro suplente do Comité Central. Em 1959 foi presa, sendo libertada dez anos depois, em Dezembro de 1969. Após a sua saída, rapidamente voltou à militância, encontrando-se na Bélgica, sob o estatuto de refugiada política, aquando do 25 de Abril de 1974.
Foi deputada à Assembleia Constituinte e eleita para a Assembleia da República em 1976, onde permaneceu até 1986, exercendo durante 12 anos o cargo de vice-presidente do Grupo Parlamentar do PCP. Foi membro do Comité Central do PCP, presidente da Comissão Parlamentar da Condição Feminina de 1983 a 1985, integrando várias outras comissões.
Em 1988, foi condecorada com a Ordem da Liberdade pelo Presidente da República e, em 1987, recebeu a Distinção de Honra do MDM. Faleceu a 5 de Março de 1998.
Maria Alda Nogueira, António Dias Lourenço e Carlos Aboim Inglez são três deputados comunistas da Assembleia Constituinte que integram a lista de 11 monografias de constituintes que a Assembleia da República decidiu publicar.