A Organização Mundial de Saúde (OMS) reuniu pela segunda vez, a 30 de Janeiro, o seu Comité de Emergência relativo ao surto do chamado «coronavírus» surgido em Dezembro na região chinesa de Wuhan e que já provocou mais de 400 mortes. No comunicado emanado dessa reunião, saúda-se a «capacidade de liderança e compromisso político verificado ao mais alto nível do governo chinês, o seu apego à transparência e os esforços feitos para investigar e conter o actual surto».
A República Popular da China (RPC), lê-se no documento, «identificou rapidamente o vírus e compartilhou sua sequência, para que outros países pudessem diagnosticá-lo rapidamente e proteger-se, o que resultou no rápido desenvolvimento de ferramentas de diagnóstico». Da resposta chinesa constam ainda medidas de quarentena no epicentro do surto, o destacamento de médicos e outros especialistas para o local e a construção e reforço de equipamentos e infra-estruturas. A 2 de Fevereiro abriu o Hospital Huoshenshan, construído em apenas 10 dias.
Apesar da notável capacidade de resposta demonstrada pelas autoridades chinesas, o próprio presidente Xi Jinping reconheceu algumas lacunas e dificuldades na resposta À epidemia e garantiu ser necessário «melhorar o nosso sistema de gestão de emergência e as nossas capacidades de levar a cabo tarefas urgentes e perigosas».
Para lá dos elogios à China, a OMS tem razão de queixa de outros países, nomeadamente os mais ricos, que se encontram «muito atrasados» na partilha de informações sobre os casos de coronavíus registados fora da China. O director-geral da OMS, Tedros Adhanom Ghebreyesus, revelou que a organização recebeu muito poucos relatórios acerca dos casos registados nesses países. «Não acredito que seja por falta de capacidade», criticou. O responsável garantiu mesmo que as «fortes medida» adoptadas pela RPC constituem uma real oportunidade para travar a propagação da doença, assim outros sigam o seu exemplo.
Apesar de a OMS não ter decretado o novo coronavírus como pandemia, os EUA exacerbam o problema para intensificar o ataque à China. A suspensão dos voos para o país por parte de duas companhias norte-americanas é apenas um exemplo.