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Kiev e Donbass trocam prisioneiros

O governo da Ucrânia e as auto-proclamadas repúblicas de Donetsk e Lugansk, na região do Donbass, no Leste do país, procederam no domingo, 29 de Dezembro, a uma troca de prisioneiros, a primeira nos últimos dois anos entre as partes do conflito. A troca de «todos por todos» teve lugar nos arredores da cidade de Górlovka, perto de Donetsk. Kiev entregou 63 pessoas a Lugansk, que em troca libertou 25 prisioneiros, e outras 60 a Donetsk, que devolveu às autoridades ucranianas 52 pessoas. O intercâmbio de prisioneiros resultou do acordado na cimeira do Quarteto da Normandia (Rússia, França, Alemanha e Ucrânia), realizada no passado dia 9, em Paris. Ali também ficou estabelecido que as duas partes, o governo de Kiev e os democratas do Donbass, devem pôr fim às hostilidades até Março.


Exportação de armas recorde na Alemanha

Após três anos de descida, as exportações de armas aprovadas pelo governo alemão alcançaram um novo recorde em 2019. A anterior marca de 2015 foi superada ligeiramente a 15 de Dezembro com sete mil e 950 milhões de euros, segundo o Ministério da Economia, em resposta a perguntas dos deputados do Bundestag Sevim Dagdelen, do partido A Esquerda, e Omid Nouripour, de Os Verdes. Em comparação com 2018, a venda de armamento alemão representa um aumento de 65%, mesmo antes do ano acabar. As maiores entregas foram de 1,77 mil milhões de euros à União Europeia e à Hungria, de 802 milhões ao Egipto e de 483 milhões aos Estados Unidos. Depois do ano recorde de 2015 com licenças de exportação no valor de sete mil e 860 milhões de euros, a tendência foi de descida contínua, mas desde o início de 2019 que as vendas cresceram. Entre os 10 maiores países compradores estão também os Emiratos Árabes Unidos, a Argélia, o Qatar e a Indonésia. «Estes números dramáticos mostram que o sistema de controlo das exportações de armas simplesmente não funciona», afirmou Sevim Dagdelen, do Die Linke.