1959 – primeira aventura de Astérix, o Gaulês
Quando, em 1959, René Goscinny e Albert Uderzo editaram a primeira aventura de Astérix, o Gaulês, estariam seguramente longe de imaginar o sucesso que esperava a sua aldeia de gauleses irredutivelmente anti-imperialistas: quase 40 livros publicados em mais de 100 idiomas, que venderam em todo o mundo para cima de 380 milhões de exemplares, 14 filmes e até um parque temático nos arredores de Paris. O último volume da colecção, A Filha de Vercingétorix, saiu há poucas semanas, já pela mão da dupla Jean-Yves Ferri e Didier Conrad.
Combatendo sempre os invasores romanos, a quem resistem «hoje e sempre», Astérix e os seus companheiros (em particular Obélix e o cão Ideafix) percorrem a Europa e o Médio Oriente, chegando inclusivamente à América, em aventuras carregadas de humor, ironia acerca de estereótipos existentes sobre cada um dos povos, abundantes referências históricas e uma permanente ligação à realidade política e social de cada momento.