O extremismo violento de direita à luz dos acontecimentos em Halle

O extremismo violento de extrema-direita, de que os recentes atentados de Halle, na Alemanha, foram expressão, deve ser combatido sem tréguas. Com a consciência de que ele é parte integrante de um processo em curso de recrudescimento da extrema-direita e de forças de cariz fascista na Europa. Um processo que tem causas e responsáveis, considerou João Ferreira, deputado do PCP no Parlamento Europeu.

Tal processo «é indissociável das políticas que atacam direitos sociais e laborais, a soberania nacional e a democracia, das políticas de favor ao grande capital, que agravam desigualdades e injustiças sociais, ou seja, das políticas que a União Europeia (UE) vem promovendo», afirmou.

A mesma UE que «está empenhada em promover um abjecto e perigoso revisionismo histórico, de que é parte integrante o branqueamento do fascismo, a deplorável tentativa de equiparar fascismo e comunismo, minimizando os crimes do nazi-fascismo, equiparando vítimas e carrascos, apagando o papel dos comunistas e de outros democratas na luta pela liberdade e pela democracia».




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