Morreu a bailarina cubana Alicia Alonso
A prima ballerina assoluta cubana, Alicia Alonso, faleceu na passada quinta-feira, 17, aos 98 anos. Nascida em 1920 em Havana, Alicia Ernestina da Caridade do Cobre Martínez de Hoyo começou a dançar aos nove anos de idade. Ao longo da sua carreira, pisou os principais palcos do mundo onde foi várias vezes protagonista em peças como Giselle, Coppélia ou La Sylphide.
Na década de 1940, depois de trabalhar com companhias de renome mundial, como a American Ballet Theater ou a Ballet Russe de Montecarlo, regressou a Cuba, onde fundou, juntamente com Fernando Alonso, várias companhias de dança e teatro. A última delas, a Academia de Dança Alicia Alonso, tornou-se posteriomente no Ballet Nacional de Cuba, referência mundial do bailado. Ao longo da sua vida arrecadou inúmeros prémios, como a mais alta condecoração cubana, a Ordem José Martí, a comenda da Ordem Isabel a Católica, concedida por Espanha, e o prémio Anna Pávlova, concedido pela Escola Superior de Dança de Paris. Foi uma acérrima apoiante da Revolução cubana.
Depois de noticiada a sua morte, foram muitos os que deixaram as suas mensagens de despedida, de entre os quais o presidente cubano Miguel Díaz-Canel: «Alicia Alonso deixou-nos e deixa um vazio enorme, mas também um legado intransponível. Ela colocou Cuba no altar do melhor da dança do mundo».