- Nº 2394 (2019/10/17)

Revolução Cubana é uma luta pelo futuro

Internacional

ELEIÇÃO A Revolução é uma luta pelo futuro de Cuba, afirmou Miguel Díaz-Canel, eleito e proclamado presidente da República pela Assembleia Nacional do Poder Popular, no dia 10, em Havana.

A intervenção de Díaz-Canel foi em boa parte dirigida à juventude cubana, que representa o futuro da nação. As palavras constituíram o discurso de tomada de posse para o mandato que se prolonga até 2023.

Exortou uma vez mais os cubanos a «pensar como país», denunciando que os EUA recrudescem a hostilidade e o bloqueio económico, financeiro e comercial contra a ilha.

Referiu-se ao panorama mundial marcado pelo que descreveu como a ilegalidade de Washington na sua política de castigar e subverter países terceiros.

Foi explícito em condenar a intenção dos EUA de derrubar a Revolução Bolivariana na Venezuela e em apoiar o governo constitucional daquele país sul-americano.

Rejeitou o uso da tribuna da Assembleia Geral das Nações Unidas para mentir sobre Cuba e a sua humanitária cooperação médica internacional. E também no uso daquela tribuna para apelar à intervenção, inclusivamente militar, contra outros países.

Criticou um mundo em que o poder judicial é empregado para encarcerar líderes progressistas e perseguir activistas sociais. «Um mundo que nos alarma a todos quando a Amazónia arde», disse.

O presidente cubano lembrou que, perante esta realidade, Cuba reforça a sua defesa e economia. E, a propósito, exortou os cubanos a serem mais eficientes, a economizar mais e a incrementar as exportações de bens e serviços. Pronunciou-se igualmente pelo fortalecimento da educação e do vínculo das universidades com todos os níveis produtivos e sociais.

Díaz-Canel assegurou no seu discurso perante o parlamento que a Revolução em Cuba preservará todas as suas convicções, com o seu povo, apesar das ameaças dos EUA. Quanto mais ameaçarem Cuba mais se reforçará a unidade do povo, garantiu, salientando a moral e a dignidade do processo político no país.

A Assembleia Nacional do Poder Popular, o parlamento cubano, elegeu no dia 10 Miguel Díaz-Canel como presidente da República. Esteban Lazo foi confirmado à frente do parlamento e do Conselho de Estado, numa redistribuição de funções determinada pela magna carta. Os vice-presidentes da República, Salvador Valdés Mesa e Ana Maria Mari Machado, permanecem nessas responsabilidades. A nova Constituição, aprovada em Abril, estabelece que o presidente da República só possa ser eleito por dois mandatos de cinco anos cada.