Fausto Gonçalves homenageado em Lisboa
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A actualidade dos ideais e a força do exemplo de Fausto Gonçalves foram realçados na homenagem que teve lugar no dia 12, sábado, na Casa do Alentejo, celebrando os 120 anos do nascimento do sindicalista, jornalista e comunista, um dos fundadores da Federação Maximalista Portuguesa e do PCP.
Ao longo da tarde intervieram Rosa Honrado Calado, dirigente da associação regionalista anfitriã, Isabel Camarinha, dirigente do CESP (Sindicato dos Trabalhadores do Comércio, Escritórios e Serviços) e da CGTP-IN, Guilherme Fernandes, membro do Comité Central do PCP, Manuel Figueiredo, presidente da direcção da Sociedade Voz do Operário, e Maximiano Gonçalves, filho do homenageado.
A sessão encerrou com as vozes das Cantadeiras da Essência Alentejana.
Nascido em Tomar, a 23 de Setembro de 1899, Fausto Gonçalves teve desde muito jovem intensa actividade como jornalista e sindicalista, abraçando com entusiasmo os ideais da Revolução de Outubro.
A perseguição do fascismo levou-o à imprensa não diária. Desde 1945 e até à sua morte, em 1977, manteve a «Revista Alentejana» e colaborou activamente nas actividades culturais da Casa do Alentejo. Pertenceu ao Sindicato dos Jornalistas (possuindo o cartão de sócio N.º 1), à Associação Portuguesa de Escritores e à Sociedade Portuguesa de Geografia. Por sua vontade, a sua urna foi coberta com as bandeiras do PCP e da Voz do Operário.