Greve na Sonae Arauco
Os trabalhadores do parque de madeiras da Sonae Arauco, em Mangualde, decidiram entrar em greve por 48 horas, com início às 22 horas de ontem, quarta-feira, contra «fortes discriminações salariais».
Um dirigente do Sindicato dos Trabalhadores das Indústrias de Cerâmica, Cimentos, Construção, Madeiras, Mármores e Similares da Região Centro explicou à agência Lusa que os aumentos salariais relativos a 2019, decididos em Março, foram, em média, de 200 euros para o pessoal das prensas e da caldeira, e de apenas 20 euros para duas dezenas de trabalhadores do parque de madeiras.
O problema tem sido tratado com a administração desde maio. A 30 de Setembro, o administrador propôs «mais 14 euros de aumento, em troca de mais tarefas a realizar pelos trabalhadores», contou Luís Almeida, realçando que o pessoal do parque de madeiras recebe já quase 400 euros menos do que os outros trabalhadores (com subsídios de turno e outros, proporcionais ao salário-base).