Eleições legislativas na Grécia

No dia 7 realizaram-se na Grécia eleições para o parlamento nacional, que foram marcadas por uma forte abstenção, que atingiu 43 por cento.

A Nova Democracia (ND), força política assumidamente de direita, obteve 2.251.411 votos e 39,85 por cento, tendo somado aos seus 108 deputados directamente eleitos mais 50, um «bónus» por ter sido a força política mais votada (antes, tinha 75 deputados). O líder da ND, Kyriákos Mitsotákis, já formou um novo governo.

A regra do «bónus» de 50 deputados a atribuir à força política mais votada distorce de forma flagrante a proporcionalidade e força artificialmente a imposição de maiorias absolutas no parlamento, que totaliza 300 deputados. Esta regra deverá deixar de ser aplicada a partir de 2019. No sistema eleitoral grego é ainda imposto um limiar mínimo de três por cento para que uma força política possa aceder ao parlamento.

Quanto ao Syriza, obteve 1.781.174 votos, 31,53 por cento e 86 deputados (antes tinha 145). Dirigido por Alexis Tsipras, o Syriza formou governo na sequência das eleições de Janeiro de 2015 e permaneceu a governar depois das eleições de Setembro desse mesmo ano, após ter desrespeitado o voto popular, expresso no referendo de 12 de Julho de 2015, que rejeitou de forma clara o denominado «terceiro programa de ajustamento estrutural» da troika (UE-FMI-BCE), que o governo do Syriza acabou por aplicar, com profundas e gravosas consequências sociais.

O Movimento pela Mudança (herdeiro do antigo PASOK) alcançou 457.519 votos, 8,10 por cento e 22 deputados (antes tinha 17 deputados). A formação política de extrema-direita Solução Grega obteve 208.805 votos, 3,70 por cento e 10 deputados, entrando pela primeira vez no Parlamento. Já a Frente Europeia de Desobediência Realista, criada por Yanis Varoufakis (ex-ministro das finanças do governo do Syriza), obteve 194.232 votos, 3,44 por cento e nove deputados, estreando-se também no parlamento grego.O Aurora Dourada não alcançou o limiar dos três por cento, perdendo assim a sua representação parlamentar.

O Partido Comunista da Grécia (PCG) conquistou 299.592 votos, 5,30 por cento e 15 deputados, mantendo a representação anterior. O PCG afirma que, com o seu grupo parlamentar, dedicará todas as suas forças nos próximos anos a promover e defender os interesses da classe trabalhadora e das camadas populares do seu país.




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