MDM reclama «respostas urgentes» para a saúde materno-infantil
Comentando a «situação insustentável» que se vive em pelo menos 13 maternidades em todo o País, a Direcção Nacional (DN) do Movimento Democrático de Mulheres (MDM) exige «respostas urgentes e adequadas» às necessidades da saúde da mulher e da criança, de apoio à gravidez e à maternidade, com cuidados de saúde universais no Serviço Nacional de Saúde (SNS).
Como exemplo dos «obstáculos no acesso à saúde sexual e reprodutiva das mulheres», referem-se os «partos realizados em ambulâncias pelo encerramento de maternidades», como aconteceu recentemente em Aljustrel e Oliveira do Hospital, bem como a «proposta de encerramento temporário de salas de parto e urgências de obstetrícia em muitas maternidades, em todo o País».
Numa tomada de posição anteontem divulgada, o MDM alerta mesmo para a necessidade de «políticas que respondam aos problemas emergentes na saúde materno-infantil», que «só serão alcançadas com um SNS mais forte e com as condições necessárias para o seu importante papel na garantia de igualdade de acesso e de qualidade das respostas de saúde».
Neste sentido, o movimento reclama a «criação de novas maternidades» e o «reforço dos recursos nas unidades existentes» e condena a «rotatividade de serviços» que «atentam o direito à saúde e o direito a um acompanhamento seguro na gravidez, no parto e pós-parto».
«Absolutamente urgente» é também a «contratação imediata de profissionais de saúde, designadamente médicos, enfermeiros, psicólogos e assistentes operacionais, com vínculo público e de nomeação definitiva e respectiva valorização profissional e remuneratória dos trabalhadores», considera o MDM.
Defender o SNS
Amanhã, 28, às 18h30, a Comissão de Utentes de Beja vai organizar uma concentração junto à entrada principal do Hospital José Joaquim Fernandes. O protesto visa mobilizar e sensibilizar a população para o agravamento da situação no SNS.