Mais CDU para acabar com absolutismos e abrir novo rumo

MADEIRA Jerónimo de Sousa destacou a importância das eleições para a Assembleia Legislativa da Região e para a Assembleia da República. Edgar Silva e Herlanda Amado encabeçam as listas da CDU no arquipélago.

Dar força à luta do povo pelos seus direitos

«Com elementos específicos quanto à sua natureza», estas duas eleições – para a ALRAM (22 de Setembro) e AR (6 de Outubro) – «têm em comum um denominador maior a uni-las: em cada um destes actos eleitorais a questão decisiva que está colocada é a de reforçar a CDU», frisou o Secretário-geral do PCP, na sessão «Avançar é preciso! Mais força à CDU» que decorreu, sábado, 15 de Junho, no Auditório do Centro Cívico de Santo António.

Alertou, depois, para o facto de as próximas eleições serem para eleger deputados, e não para presidente do Governo Regional e primeiro-ministro. Recordou, por isso, o que aconteceu há quatro anos: «Por meia dúzia de votos a CDU não elegeu o terceiro deputado (para a ALRAM), que teria feito o PSD perder a maioria absoluta».

O Secretário-geral do PCP apontou, de seguida, o dedo ao PS, que se «apresenta falsamente como alternativa ao PSD». «Olhando para o que Cafofo e o PS fizeram na Câmara do Funchal, e comparando com o que Albuquerque e o PSD nela fizeram, bem se pode dizer que o risco que se corre é que o PS venha a fazer o mesmo, se não pior», alertou.

Derrotar a política de direita
Jerónimo de Sousa manifestou confiança que «ninguém vai ter maioria absoluta» e será a CDU a força que vai «derrotar o PSD», com «mais deputados no Parlamento Regional para dar força à luta do povo pelos seus direitos».

«O voto contra o PSD é na CDU. Foi sempre a CDU que deu combate ao PSD, não o PS que andou calado quando não andou a ser cúmplice do que durante décadas Jardim, Albuquerque e o PSD fizeram na Região. Foi a CDU que os trabalhadores e o povo sempre encontraram nas empresas, no bairro, nas localidades, quando foi preciso lutar por direitos e salários, quando foi preciso enfrentar o PSD. Ninguém por aí viu, quando era necessário, nem o PS nem outros», salientou.

Compromisso com os trabalhadores e o povo

# Aumento geral dos salários, incluindo do Salário Mínimo Nacional para 850 euros;

# Assegurar o aumento real das pensões e reformas;

# Garantir que o acesso à saúde seja um direito e não um negócio

# Reforçar o apoio social na doença ou no desemprego;

# Universalizar o abono de família;

# Assegurar o direito ao transporte público na região e para fora dela;

# Garantir o direito constitucional à habitação;

# Fazer chegar à região a gratuitidade dos manuais escolares e valorizar a escola pública.

Novo rumo para a Madeira

Edgar Silva, primeiro candidato da CDU às eleições para a ALRAM, destacou que neste ano de «exigentes desafios» políticos e eleitorais «não basta mudar de caras: é necessária uma mudança de políticas».

«De que valem as juras de que não vai o PS fazer como o PSD quando na primeira oportunidade incorre nos mesmos processos da especulação urbanística», denunciou, referindo-se ao recente anúncio do «Dubai da Madeira», um condomínio fechado para o Vale da Ajuda.

As críticas estendem-se às áreas da saúde – com PS e PSD de «mãos dadas com os grupos privados» ao permitir «o licenciamento do hospital privado à margem da legalidade», como aconteceu no Funchal – e de interesse social. «Só no Funchal existem 3700 famílias clamando por uma habitação social», alertou Edgar Silva, sem esquecer outras promessas daqueles partidos da «política de direita», como o antigo matadouro do Funchal, «uma das áreas mais degradadas da cidade», ou a praia Formosa, que nem um estacionamento tem garantido.

«Em vez de alternância, torna-se urgente a alternativa. Faz falta um novo rumo em que a autonomia esteja ao serviço dos trabalhadores e do povo», acentuouo primeiro candidato, assumindo comoobjectivos centrais a justiça social e ambiental, com uma economia produtiva.

Política alternativa
Também Herlanda Amado pediu «mais força ao PCP e à CDU» nas próximas eleições, «condição essencial para garantir uma política alternativa que defenda as autonomias regionais e que apresente propostas concretas para os problemas sentidos por quem vive numa região insular».

O transporte e a mobilidade das populações, com particular destaque para as ligações aéreas entre a Região Autónoma da Madeira e o restante território nacional, foi assumido pela primeira candidata como uma prioridade na intervenção da Coligação PCP-PEV.

«Os preços exorbitantes que as viagens atingem (que atingem especialmente os mais pobres) são a prova evidente da fraude política que representou o fim do serviço público e a liberalização do transporte aéreo, pelos governos PSD/CDS e PS ao longo dos anos», acusou. A candidata reclamou, também, mais transportes, frequentes e acessíveis, por via área e marítima, que «permitam às populações de Porto Santo deslocar-se com mais facilidade à Madeira e ao Continente».

Sem esquecer o financiamento para o novo Hospital Central da Madeira, inscrito em Orçamento do Estado por proposta do PCP, Herlanda Amado elencou um conjunto vasto de propostas necessárias, desde medidas fiscais para as produções regionais do mel de cana, do rum e da sidra até à renegociação da dívida pública da Madeira, suprindo o spread e outros encargos do serviço da dívida.

«Dar mais força à CDU é reforçar a luta em defesa da produção regional, da valorização do trabalho e dos trabalhadores, a luta para recuperar para o País e para a Região as suas empresas e sectores estratégicos, a luta pela igualdade no trabalho e na vida, a luta em defesa de uma relação sustentável entre o homem e a natureza», frisou a candidata.

 



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