Avançar no caminho de Abril
«Sim, está na hora de abrir outra perspectiva para o desenvolvimento do País!». Foi com estas palavras que Jerónimo de Sousa, Secretário-geral do PCP, encerrou a sua intervenção após o almoço comemorativo dos 45 anos de Abril, na sede do Rancho do Monte, em Vila do Conde. A celebração do aniversário neste centro piscatório do Norte aconteceu no dia 28 de Abril e juntou mais de milhar e meio de camaradas e amigos.
«Passaram quatro décadas e meia e a Revolução de Abril continua a congregar com alegria os portugueses, porque os seus valores e ideais não só permanecem na memória e coração do povo, como são pela sua actualidade e capacidade mobilizadora de vontades, um guia para a nossa acção colectiva na construção de um Portugal com futuro», realçou Jerónimo de Sousa, sob fortes aplausos.
O dirigente comunista não esqueceu as «décadas de política de direita contra Abril, mas também de integração capitalista na União Europeia que agravaram de forma brutal todos os problemas nacionais – uma dívida sufocante, preocupantes fragilidades no aparelho produtivo, uma deteriorada situação social e profundas desigualdades sociais».
Referindo-se a temas que estão em cima da mesa, Jerónimo de Sousa defendeu que o «caminho do progresso não é o da privatização da Segurança Social», como «não o é o da privatização da Saúde», já que o que Portugal «precisa é de avançar com uma Lei de Bases da Saúde e uma política que defenda o SNS e o direito à saúde de todos os portugueses».
Além disso, o «PCP tem vindo, desde 2002, a combater as parcerias público privadas (PPP), tendo sido o único partido que apresentou uma proposta de revogação da norma transitória que prevê a continuidade das PPP, inscrita na Proposta de Lei do Governo agora em discussão».
Que ninguém desista!
João Ferreira, cabeça de lista da CDU nas eleições para o Parlamento Europeu (PE), aproveitou para falar do que conhece bem, já que exerce funções de deputado naquela instituição transnacional. «A União Europeia está feita e funciona à medida dos interesses das multinacionais, do grande capital e das grande potências, dos lóbis que condicionam e determinam a acção do poder político».
Todavia, prosseguiu, «vale a pena lutar para construir uma outra Europa: uma Europa da soberania dos Estados, livres e iguais em direitos, uma Europa da amizade entre os povos, da cooperação e do benefício mútuo, da paz e do progresso – e não a do retrocesso social».
Mas, para isso, até 26 de Maio, dia das eleições, é preciso que «ninguém desista de levar mais longe a campanha da CDU, a campanha do esclarecimento e da mobilização para o voto que nos faz avançar: o voto na CDU!»
Alfredo Maia, o mandatário distrital da CDU, apresentou a mesa que, entre outros activistas, contou com Diana Ferreira, deputada do PCP, e Mariana Silva, do PEV, ambas candidatas ao PE nas eleições que se aproximam. Nas suas intervenções, elas realçaram a importância do acto eleitoral e os avanços sociais e económicos alcançados por força da acção do PCP e da coligação de que faz parte: a CDU.