O papel das mulheres para um mundo sem fome
MULHER O papel da mulher para se chegar a um mundo de Fome Zero, meta da ONU na sua Agenda 2030, foi destacado em Roma, na celebração do 8 de Março organizada pelas agências FAO, PMA e FIDA.
As mulheres carecem de oportunidades
Uma homenagem promovida por organismos das Nações Unidas com sede em Roma reconheceu o contributo das mulheres para alcançar soluções viáveis para as pessoas excluídas da tomada de decisões e pelo seu papel em todos os sectores do desenvolvimento.
«Pensemos em igualdade, construamos com inteligência, inovemos para a mudança», o lema da ONU para as comemorações do Dia Internacional da Mulher, foi o tema central da homenagem organizada pela Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO), o Fundo Internacional do Desenvolvimento Agrícola (FIDA) e o Programa Mundial de Alimentos (PMA).
Nessa iniciativa, partilharam a sua visão de uma sociedade com igualdade de género Hilal Elver, relatora da ONU sobre o Direito à Alimentação; Giulia Basi, escritora e jornalista italiana; Minna Salami, escritora e crítica social finlandesa-nigeriana; e Sarah Jane Morris, cantora e compositora britânica.
David Beasley, director do PMA, em cuja sede se realizou o debate, expressou a convicção de que para criar um mundo com Fome Zero é necessário dar poder a mais mulheres e jovens, com programas que eduquem e criem oportunidades económicas. Instou a centrar maiores esforços nessa direcção, num momento em que o progresso está a ser travado em muitos lugares onde as mulheres carecem das oportunidades que deveriam ter.
Como pedra angular para construir um mundo sem fome e sem pobreza está a igualdade da mulher e do homem, um dos quatro temas transversais da FIDA, afirmou Gilbert Houngbo, presidente desse organismo.
Metade dos participantes nos projectos apoiados pela FIDA são mulheres, assinalou o responsável, destacando os resultados transformadores de uma perspectiva de intervenção a nível local para promover relações equitativas e uma divisão justa do trabalho e de tomada de decisões para toda a família.
Por seu turno, a directora-geral adjunta da FAO, Maria Helena Semedo, realçou que as inovações em tecnologia, serviços e infra-estrutura têm um grande potencial para promover a igualdade de género e o fortalecimento da mulher rural.
Nesse sentido, indicou a conveniência de continuar a trabalhar para eliminar barreiras estruturais e sócio-culturais que obstaculizam a capacidade das mulheres e jovens para exercer os seus direitos e liberdades.