INTERVIR COM CONFIANÇA NO FUTURO
«É possível levar a luta mais longe, dando mais força à CDU»
A situação política actual, com os seus traços contraditórios, continua marcada pelos avanços e conquistas conseguidos, confirmando o papel determinante do PCP na vida do País.
Por seu lado, o grande capital, não perdoando ao PCP esse papel, reage num ataque de grande dimensão e violência, baseado na mentira, na falsificação e na calúnia. Trata-se de um verdadeiro ajuste de contas que se insere numa intervenção mais geral de promoção de «valores» e concepções reaccionárias. Um ataque contra a natureza, identidade e o projecto comunista; contra o papel do Partido no afastamento de PSD e CDS do Governo; pela sua acção determinante na reposição, defesa e conquista de direitos e rendimentos e na afirmação da política alternativa patriótica e de esquerda.
Foi neste contexto que se realizou no sábado passado o Encontro Nacional «Alternativa Patriótica e de Esquerda. Soluções para um Portugal com Futuro», que, pelo seu conteúdo, oportunidade e dimensão (com mais de 2000 participantes), pela combatividade, unidade e coesão ali manifestadas, pelo acerto das análises com a apresentação das soluções para o País de que a CDU é portadora, constitui um importante êxito político que importa valorizar e projectar. Foi um Encontro que, apesar da fraca expressão na comunicação social dominante, foi também a resposta que se impunha aos que gostariam de ver o PCP paralisado e acossado perante os ataques que lhe vêm sendo dirigidos. Pelo contrário, o que o Encontro Nacional confirmou foi um colectivo partidário mobilizado e unido, preparado para as batalhas eleitorais que é chamado a travar, lutando com confiança para reforçar a CDU.
Mantém-se de igual modo outros traços na situação política do País já anteriormente identificados: PS a tentar capitalizar todos os avanços, incluindo aqueles, e são muitos, contra os quais resistiu e que só foi possível concretizar pela acção do PCP; PSD e CDS a procurarem branquear as suas responsabilidades políticas na situação do País e a explorarem as contradições resultantes da submissão do PS às imposições da UE, do Euro e aos interesses do grande capital; promoção mediática de outras forças políticas e de «novos» partidos inseridos no avanço de concepções reaccionárias.
Conscientes de que, nesta fase da vida política nacional, é possível avançar e conquistar direitos, os trabalhadores desenvolvem a acção reivindicativa. Destaca-se a greve na Administração Pública no dia 15 de Fevereiro e outras acções nos sectores público e privado.
Avança igualmente a preparação da Manifestação Nacional de Mulheres promovida pelo MDM para o dia 9 de Março em Lisboa, o Dia Nacional da Juventude com a manifestação de jovens trabalhadores a 28 de Março, as comemorações do 45.º aniversário do 25 de Abril e a preparação do 1º de Maio, grande jornada de luta convergente por direitos e por uma outra política que coloque no seu centro a valorização do trabalho e dos trabalhadores.
A situação Internacional encontra-se marcada pela ingerência imperialista e acção golpista na Venezuela, com o Governo Português a assumir uma posição de alinhamento com os EUA e a UE, afrontando a Constituição da República Portuguesa e os valores da paz, contrária ao respeito que é devido ao governo e ao povo venezuelanos e aos interesses da própria comunidade portuguesa. Neste quadro, merece destaque a condenação pelo PCP do reconhecimento e apoio do governo do PS, com o apoio do PSD e CDS, ao auto-proclamado «presidente interino» da Venezuela nomeado pela Administração Trump e, por outro lado, as acções de solidariedade com a Revolução Bolivariana promovidas pelo CPPC e outras organizações, bem como a manifestação de solidariedade por parte do Partido Comunista Português.
Continua a acção de reforço do PCP, Partido necessário, indispensável e insubstituível aos trabalhadores, ao povo e ao País.
É preciso reforçar o PCP para que o Partido, com maior influência e melhor intervenção, possa prosseguir e aprofundar a sua acção, na luta pela conquista de direitos e rendimentos, por uma alternativa patriótica e de esquerda, pela democracia avançada inspirada nos valores de Abril, pelo socialismo e o comunismo.
Pela sua particular importância neste reforço, destaca-se a acção dos 5000 contactos, grande prioridade entre as diversas direcções de trabalho definidas.
E, na preparação das diversas eleições que este ano se realizam, é preciso mobilizar grandes esforços para dar mais força à CDU, condição fundamental para levar mais longe a luta, avançar e construir a alternativa. Com inabalável confiança no futuro.